Irã diz que apoio da UE é insuficiente para manter acordo nuclear

20 de maio de 2018.

 

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse neste domingo (20) que as ações da União Europeia para preservar o acordo nuclear firmado em 2015 com o Irã são insuficientes. Zarif sugeriu que esperava mais do bloco no contexto político atual -- principalmente após a saída dos Estados Unidos do pacto no início do mês. A informação é da agência Reuters.

O pronunciamento do ministro iraniano ocorre ainda meio a outro cenário que pode minar o acordo: o anúncio da saída de empresas europeias. Uma das primeiras a sair foi a dinamarquesa A.P. Moller-Maersk, uma das maiores empresas de transportes de contêineres do mundo. Outra a anunciar a saída foi a gigante petroleira francesa Total.

Com essa sinalização de empresas, o Irã está entendendo que o cenário não é consistente com o discurso europeu de se esforçar para manter o acordo.

O ministro iraniano sugeriu ainda que, após a saída dos EUA, a expectativa do Irã era que a UE se empenhasse um pouco mais com o acordo -- mas o apoio não está sendo suficiente.

O acordo nuclear e a saída dos EUA

O acordo nuclear com o Irã foi alcançado em julho de 2015 após quase 20 meses de negociações entre o governo da República Islâmica e um grupo de potências internacionais. O pacto foi liderado pelos EUA sob o comando de Obama.

Para as potências ocidentais, o acordo tinha a vantagem de frear as intenções do Irã com uma bomba nuclear; para o Irã, os benefícios do acordo se centravam sobre ganhos econômicos e a retirada de sanções. De fato, bilhões de dólares de bens congelados de iranianos foram liberados após o pacto.

Uma das pontas "soltas" do acordo, principalmente no olhar dos EUA de Trump, era que ele permitia que o Irã prosseguisse no desenvolvimento de seu programa nuclear para fins comerciais, médicos e industriais.

Por isso, após Trump, o acordo foi duramente criticado. O presidente americano atual disse que o Irã é o principal financiador do terrorismo e que o acordo de 2015, ao invés de proteger os EUA e seus aliados, permitiu que o Irã continuasse enriquecendo urânio. No dia 8 de maio, assim, o país deixou o acordo.

Após a decisão de Trump, Federica Mogherini, chefe da diplomacia da União Europeia, disse que o restante da comunidade internacional apoiaria o pacto.

Fonte: G1

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