Escravidão é 'realidade chocante' na Líbia, diz ONU

01 de dezembro de 2017.

 

Líderes da União Africana e da União Europeia reunidos em uma cúpula de mais de 80 países na Costa do Marfim nesta quinta-feira (30) decidiram pela repatriação de 3.800 migrantes que estão na Líbia para seus países de origem.

"Concordamos, juntamente com a União Europeia e a ONU, em criar uma força-tarefa para repatriar pelo menos 3.800 pessoas", disse o representante da União Africana Moussa Faki Mahamat. "Mas isto é apenas um acampamento… o governo líbio nos diz que existem 42 no total. Definitivamente, há mais do que isso. Existem estimativas de 400.000 a 700.000 migrantes africanos na Líbia".

Após a CNN flagrar um leilão de escravos na Líbia, a instabilidade e as condições desumanas dos migrantes e refugiados que chegam ao país africano têm sido debatidas pela comunidade internacional. A França pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Um grupo de nove inspetores de direitos humanos da ONU publicaram um comunicado em que afirmam que "agora está claro que a escravidão é uma realidade chocante da Líbia". O texto também afirma que "os leilões são uma reminiscência de um dos capítulos mais sombrios da história humana, quando milhões de africanos foram arrancados, escravizados, traficados e leiloados para quem pagasse mais".

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou que as imagens do comércio de seres humanos são "horríveis".

Força-tarefa 

A França organizou uma reunião entre União Europeia, ONU, Chade, Níger, Marrocos, Congo e Líbia para tratar do assunto. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que um dos pontos acordados pelo grupo é a formação de uma "força-tarefa" composta por policiais e serviços de inteligência europeus e africanos.

Macron, entretanto, descartou a presença de militares franceses em solo líbio. "É importante preservar a soberania da Líbia", disse.

União Européia, União Africana e ONU concordaram em congelar ativos e impor sanções financeiras contra traficantes de seres humanos conhecidos.

As autoridades alemãs afirmaram que o Governo da Líbia prometeu investigar os leilões de escravos e autorizou o acesso da ONU à campos de refugiados.

Já os países da União Europeia irão financiar o repatriamento de migrantes que estão na Líbia, um processo que será intermediado pela Organização Internacional de Migração.

Fonte: Sputnik

https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/201711309972346-libia-escravos-comercio-onu-ue-uniao-africana-escravidao/

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