De sanções econômicas a intervenção militar: o que os EUA poderão fazer com a Venezuela após a eleição?

20 de maio de 2018.

 

O governo de Donald Trump anunciou que não ficará de braços cruzados diante da "ditadura" de Nicolás Maduro na Venezuela. O que fará após as eleições presidenciais deste domingo (20) , que considera uma "fraude"?

De sanções econômicas até uma intervenção militar, analistas consultados pela agência AFP avaliam as opções de Washington para lidar com o país.

Mais sanções

 

Os Estados Unidos, que desde março de 2015 consideram a Venezuela "uma ameaça para a segurança nacional", já aplicaram diversas medidas contra cerca de 60 funcionários e ex-funcionários do governo venezuelano, entre eles Maduro e outros de alto escalão, acusados de corrupção e narcotráfico.

Trump também proibiu entidades americanas de negociar a dívida do Estado venezuelano ou de sua petroleira PDVSA, e de comercializar petro, a criptomoeda lançada por Caracas.

Aumentarão "as sanções contra funcionários, em alguns casos incluindo familiares e associados", apontou Mariano de Alba, um advogado venezuelano especialista em Relações Internacionais que também vislumbra mais ações desse tipo vindas de União Europeia e Canadá, e de países latino-americanos, estimulados por Washington a presionar Caracas.

"Trump não terá outro remédio senão mostrar maior força", apontou Michael Shifter, presidente do centro de análise Diálogo Interamericano, após o anúncio dias atrás da embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, de "continuar isolando Maduro até que ele ceda".

O efeito Conoco

No entanto, um embargo petroleiro parece pouco provável no curto prazo, disse De Alba, depois que a americana ConocoPhillips tomou o controle dos ativos da PDVSA após ganhar um litígio de mais de US$ 2 bilhões, um duro golpe para Caracas.

"Representa um duro golpe para o governo de Maduro porque nenhum petroleiro venezuelano pode sair em águas internacionais sem a ameaça de ser apreendido", disse Marczak.

Smilde concordou. Mas disse que antes de um bloqueio total, Washington pode tomar medidas contra a indústria petroleira venezuelana, coluna vertebral da economia, como aplicar sanções às seguradoras dos buques petroleiros.

Os Estados Unidos tentarão evitar "fatores externos" que agravem a "já incrível crise humanitária" e levem à migração de mais venezuelanos, disse Jason Marczak, diretor do centro sobre América Latina do centro de pensamento independente Atlantic Council.

O fator militar

Podem os militares ter um papel na "restauração democrática" que os Estados Unidos buscam na Venezuela?

Trump sugeriu em agosto passado "uma possível" operação armada entre as "muitas opções" para forçar que Maduro deixe o poder, uma alternativa que alguns venezuelanos em Miami aplaudiram e que pareceu mais verossímil com a chegada dos "falcões" à Casa Branca: o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o assessor de segurança nacional, John Bolton.

Fonte: AFP

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