Terremotos: Turquia se prepara para o seu Big One

"..., e terremotos, em vários lugares." Mateus 24:7

02 de outubro de 2018.

 

Concentrando grandes esforços para minimizar os danos de um intenso terremoto, a Turquia vem se preparando também para o seu “Big One”. O país está sobre a falha da Anatólia do Norte, uma região semelhante à falha de San Andreas, nos EUA, e extremamente frágil. Ali, em 8 de março de 2010, um terremoto moderado de 5,9 graus de magnitude ocorrido no leste do país deixou 51 mortos.

Istambul, a capital europeia do país, convive com contrastes, analisa Mustafa Erdik, diretor de um instituto de engenharia de terremotos da cidade. Erdik liderou um estudo onde mapeou uma situação na qual um terremoto poderia matar de 30 a 40 mil pessoas e ferir outras 120 mil.

Contrastes
Existe o lado moderno da cidade, com construções já preparadas para suportar um grande terremoto, entre eles o imenso terminal do aeroporto. No entanto, dezenas de milhares de prédios por toda a metrópole não estão preparados para fortes tremores. A população saltou de 1 milhão para 10 milhões em 50 anos e os edifícios foram construídos às pressas, sem preocupação e com uso de materiais de baixa qualidade. Os monumentos antigos de Istambul também estão na lista da destruição.

Em 1999, um terremoto na cidade de Izmit, a 80 quilômetros de Istambul matou 18 mil pessoas, sendo mil nos arredores da cidade. Esse evento aconteceu exatamente na falha de Anatólia do Norte, que passa sob o Mar de Mármara. Um levantamento geológico dos Estados Unidos identificou um padrão de sismos sucessivos nesta falha semelhante ao da falha de San Andreas, na Califórnia.

Plano de Emergência
A equipe de Erdik e pesquisadores de três outras universidades da Turquia elaboraram um plano mestre para terremotos colocando Istambul entre as cidades do mundo que estão tentando se antecipar ao risco. Uma exceção ao lado de cidades mais ricas como Los Angeles e Tóquio.

Na prática, o plano é baseado em códigos de construção mais rígidos, seguro obrigatório contra terremoto e empréstimos de bancos de desenvolvimento internacionais para reforço ou substituição de escolas e outros prédios públicos. Em bairros pobres, também há um trabalho com o treinamento de dezenas de equipes de voluntários, a entrega de kits de primeiro socorros e equipamentos como rádios e pés-de-cabra.

Segundo os especialistas em gerenciamento de risco, diante de um grande terremoto cerca de 30 mil linhas de gás natural que cortam a Turquia provavelmente se romperiam, gerando mais de 3 mil focos de incêndio. Diante dessa possibilidade, os planos emergenciais estão focados em manter em pé postos do corpo de bombeiros, hospitais e escolas. Além disso, rádios locais já são obrigadas a manter geradores elétricos de prontidão e companhias de telefones celulares devem apresentar planos que levem em consideração o aumento das ligações em caso de tragédias.

Fonte: Apolo 11

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