Chile pode enfrentar "enxame" de terremoto

"..., e terremotos, em vários lugares." Mateus 24:7

25 de abril de 2017.

 

O forte terremoto que atingiu a região de Valparaíso, no Chile, nessa segunda-feira pode ter sido fruto do que os especialistas chamam de "enxame sísmico", um fenômeno que, diferentemente de um abalo sísmico "normal" não tem um grande tremor e uma sequência de réplicas. 

O enxame acontece quando há uma sequência de tremores, de intensidades e profundidades similares, mas sem ter um "terremoto principal". 

Apesar de haver divergências entre os sismólogos chilenos sobre o fenômeno, a região de Valparaíso vem sofrendo com mais de cem tremores desde o último sábado, com um de 5,9 graus na escala Richter naquele mesmo dia e o de ontem, que chegou a atingir 6,9 graus segundo o centro sismólogo da Universidade do Chile. 

Réplica

Em entrevista ao jornal Publimetro, a engenheira sísmica Paulina González, da Universidade de Santiago, destacou que para ser considerado um "enxame sísmico" os tremores precisam seguir por "uma ou duas semanas ao menos". Como neste caso a sequência vem ocorrendo desde o sábado, ela ainda considera que o que ocorreu na segunda-feira foi uma réplica do tremor de 5,9 graus.

Mas González disse que os especialistas estão acompanhando com atenção a situação em Valparaíso. Isso porque a área é conhecida por sofrer com muitos terremotos, já que fica próxima à Placa de Nazca - que constantemente colide com a Placa Continental, também conhecida como a Placa Sul-Americana. Esse atrito entre as duas placas é a responsável por causar tantos tremores no local. No entanto, apesar do alto grau dos tremores, nenhum dano grave ou vítimas foram registradas desde o início da série de terremotos.

Fonte: ANSA

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