Unicef: pneumonia mata uma criança a cada 35 segundos

“...e pestes...” Mateus 24:7

11 de novembro de 2016.

 

Agência alertou que pneumonia e diarreia matam 1,4 milhão de crianças por ano; número supera mortes causadas por todas as outras doenças infantis juntas; dados estão em relatório lançado nesta sexta-feira; para Unicef, líderes mundiais reunidos na COP 22 podem ajudar a salvar vidas de 12,7 milhões até 2030.

Pneumonia e diarreia juntas matam 1,4 milhão de crianças a cada ano, a grande maioria em países de rendas média e baixa.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou que essas mortes ocorrem apesar de ambas as doenças serem "em grande parte evitáveis" através de soluções diretas e econômicas como amamentação exclusiva, vacinação, cuidados primários de saúde de qualidade e redução da poluição do ar nos domicílios.

Relatório

As conclusões estão incluídas no documento "Uma é demais: acabando com mortes de crianças por pneumonia e diarreia", um novo relatório do Unicef lançado nesta sexta-feira.

A agência alerta que a pneumonia continua sendo a doença infecciosa que mata mais crianças com menos de cinco anos, cerca de um milhão de menores em 2015.

O número representa uma criança a cada 35 segundos e mais que malária, tuberculose, sarampo e Aids juntos.

Poluição do ar

Cerca de metade das mortes por pneumonia na infância estão ligadas à poluição do ar, um fato que, segundo o Unicef, líderes mundiais devem ter em mente durante a COP 22, a conferência da ONU sobre mudança climática sendo realizada em Marrakech, no Marrocos.

Segundo a vice chefe do Unicef, Fatoumata Ndiaye, "a poluição do ar ligada à mudança climática está prejudicando a saúde e o desenvolvimento de crianças ao causar pneumonia e outras infecções respiratórias".

Mudança climática

Ela alertou que 2 bilhões de crianças no mundo vivem em áreas onde a poluição externa no ar excede as orientações internacionais e muitas "ficam doentes e morrem como resultado disso".

Fatoumata Ndiaye defendeu que líderes mundiais reunidos na COP 22 podem ajudar a salvar as vidas de crianças ao se comprometerem a ações que reduzam a poluição do ar ligada à mudança climática e concordando em investimentos na prevenção e cuidados de saúde.

Diarreia

Como a pneumonia, casos de diarreia também podem, muitas vezes, estar ligados a índices mais baixos de precipitação causados pela mudança climática.

O Unicef afirma que menor disponibilidade de água segura deixa crianças com risco maior de contrair diarreia e ter seu crescimento prejudicado.

Cerca de 34 milhões de crianças morreram de pneumonia e de diarreia desde o ano 2000. Sem maiores investimentos em medidas de prevenção e tratamento, o Unicef calcula que outras 24 milhões de crianças vão morrer dessas duas doenças até 2030.

Fonte: Rádio ONU

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