Pior surto de cólera do mundo, no Iêmen, teve origem no leste da África

"...e pestes...” Mateus 24:7

01 de janeiro de 2019.

 

 

Cientistas descobriram que a cepa de cólera responsável pela epidemia no Iêmen - a pior já registrada - teve origem no leste da África e provavelmente foi transportada por migrantes.

Por meio de técnicas de sequenciamento de genoma, pesquisadores do Instituto Wellcome Sanger, do Reino Unido, e do Instituto Pasteur, da França, disseram ser agora capazes de melhor estimar o risco de futuros surtos de cólera em regiões como o Iêmen, dando mais tempo para intervenção das autoridades. 

"Saber como a cólera se move globalmente nos dá a oportunidade de melhor nos preparar para surtos futuros", disse Nick Thomson, professor no Sanger e na London School of Hygiene and Tropical Medicine, parceira na pesquisa.

Após quatro anos de guerra entre uma coalizão liderada pela Arábia Saudita e o grupo Houthi apoiado pelo Irã, os sistemas de saneamento e de saúde ficaram gravemente prejudicados no Iêmen, onde 1,2 milhão de casos suspeitos de cólera foram reportados em 2017, com 2.515 mortes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou em outubro que o surto está voltando a se acelerar, com cerca de 10 mil novos casos suspeitos sendo relatados por semana, o dobro da média dos primeiros oito meses de 2018.

Para pesquisar as origens do surto, as equipes dos institutos Sanger e Pasteur sequenciaram os genomas de bactérias de cólera coletadas no Iêmen e em áreas vizinhas.

Fonte: Reuters

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