OMS registrou 212 milhões de casos de malária no mundo em 2015

“...e pestes...” Mateus 24:7

13 de dezembro de 2016.

Relatório da agência da ONU mostra que doença continua sendo problema de saúde pública global com 429 mil mortes por ano; situação é pior na África Subsaariana que concentra 90% dos casos e 92 % das mortes

O Relatório Mundial da Malária 2016, da Organização Mundial da Saúde, OMS, alerta que a doença continua sendo um problema de saúde global. No ano passado, foram registrados 212 milhões de casos e 429 mil mortes.

A situação é mais grave na África Subsaariana, que concentra 90% dos casos e 92% das mortes em todo o mundo. As crianças com menos de cinco anos são mais vulneráveis. Calcula-se que elas representam 70% de todos os óbitos.

Febre

Apesar desses dados, o documento da agência da ONU mostra um avanço no acesso de crianças e mulheres grávidas a testes de diagnóstico para crianças e tratamento para as gestantes nos últimos cinco anos.

No ano passado, mais da metade das crianças com menos de cinco anos na região que apresentavam febre em 22 países africanos passaram por um teste de malária, comparado com apenas 29% delas em 2010.

O aumento foi muito maior em relação ao tratamento de três doses ou mais do remédio para combater a doença recebido por mulheres. Somente 6% delas receberam a medicação em 2010, já em 2015, esse índice passou para 31%.

Os mosquiteiros, redes de proteção contra os insetos que transmitem a doença representam a base dos esforços de prevenção na África. O relatório mostrou que 53% da população em risco de contrair a doença na região subsaariana fez uso do material, contra 30% em 2010.

Estratégia

Na Assembleia Mundial da Saúde, em 2015, os Estados-membros adotaram a Estratégia Técnica Global para eliminar a malária 2016-2030.

A meta é acabar com a doença em pelo menos 10 países até 2020. As perspectivas são boas para se cumprir esse objetivo.

No ano passado, 10 países e territórios registraram menos de 150 casos de malária entre comunidades indígenas. Outras nove nações foram mais longe, foi registrada uma queda de até mil casos.

Segundo a OMS, países que alcançaram pelo menos três anos consecutivos de registro-zero entre a comunidade indígena podem entrar com o pedido para certificação da eliminação da doença.

Nos últimos meses, a agência concedeu o documento ao Sri Lanka e ao Quirguistão por terem acabado com a malária.

Investimento

A estratégia da OMS determina uma redução de 40% na incidência de malária até 2020, tendo como base os números de 2015. O relatório revelou que 40 dos 91 países e territórios com a doença estão no caminho para atingir a meta.

A agência da ONU afirmou que um financiamento contínuo e suficiente para o controle da malária é um sério desafio. Apesar do aumento do investimento global entre 2000 e 2010, depois disso, se manteve inalterado.

Em 2015, o fundo para combater a malária conseguiu US$ 2,9 bilhões, menos da metade da meta para 2020. Os Estados Unidos são os que mais contribuem para a luta contra a doença, aproximadamente 35% do total, seguidos pelo Reino Unido, com 16%.

Os países onde a malária é endêmica, são responsáveis por 31% dos investimentos.

Fonte: Rádio ONU.

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