OMS: malária é responsável por metade das mortes em Borno, na Nigéria

“...e pestes...” Mateus 24:7

07 de agosto de 2017.

 

Agência da ONU afirmou que muitas vezes a doença acaba ficando de lado em meio a uma crise humanitária ou crise de saúde pública; especialista explicou que esse foi o caso durante epidemias de ébola e de febre amarela na África.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, fez um alerta sobre as emergências de malária, em particular na Nigéria, onde a doença é responsável pela metade das mortes registadas no Estado de Borno.

Falando em Genebra, o diretor do Programa Global de Malária da agência da ONU, Pedro Alonso, afirmou que "as vezes doenças fortes como essa caem num "buraco negro" em relação a crises humanitárias ou crises de saúde pública.

Ébola

Alonso explicou que esse foi justamente o caso durante a epidemia de ébola há alguns anos em vários países da África. A malária matou mais pessoas do que o ébola nessas nações africanas.

A situação foi a mesma durante o surto de febre amarela em Angola e na República Democrática do Congo, onde as mortes por malária foram muito mais altas do que as por febre amarela.

A crise no nordeste da Nigéria já dura 11 meses e as equipes da OMS disseram que a malária é não só responsável por metade dos óbitos, mas também por mais de 50% dos atendimentos médicos em hospitais e clínicas da região.

Estratégia

A agência da ONU e as autoridades locais trabalham numa estratégia de combate chamada " administração de remédios em massa".

O objetivo é distribuir medicamentos contra malária para a população, independentemente do fato de elas terem sido afetadas ou não pela doença, para reduzir a mortalidade num curto prazo.

A primeira rodada de distribuição de remédios aconteceu no mês passado e atingiu mais de 880 mil crianças com idade entre três meses e cinco anos. A meta era alcançar 1,1 milhão de menores.

As próximas etapas vão ocorrer mensalmente até novembro. A OMS calcula que cerca de 10 mil vidas serão salvas nos próximos meses por causa dessa estratégia.

Fonte: Rádio ONU

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