Número de casos de ebola chega a 200 em surto na República Democrática do Congo

"...e pestes...” Mateus 24:7

12 de outubro de 2018.

 

A Organização Mundial da Saúde declarou nesta sexta-feira que os casos de ebola no atual surto na República Democrática do Congo chegaram a 200, dos quais 125 faleceram, o que confirma novamente a alta mortalidade da enfermidade.

O surto ocorre na província de Kivu do Norte e se concentrou nas últimas semanas em uma de suas três cidades principais, Beni, de onde procedem 82% dos novos casos, mencionou o porta-voz da organização, Tariq Jasarevic.

Somente nesta última semana, 35 pessoas contagiadas foram contabilizadas ao todo, das quais 29 habitam em Beni, onde a OMS antecipou que irá concentrar os seus esforços.

Uma das principais razões para a expansão do vírus nessa cidade do leste da República Democrática do Congo é a insegurança, recordou o porta-voz.

Na sua vez feita com armas brancas, ocorreu na cidade de Rubaya, em uma área bastante rica em columbita-tantalita, um mineral bastante utilizado, por exemplo, na fabricação de smartphones, câmeras fotográficas e videogames. Sua vez é a ação.

Na terça-feira 25 de setembro a Organização Mundial da Saúde havia declarado que uma epidemia de Ebola no nordeste da República Democrática do Congo podia piorar depressa devido a ataques de grupos armados, à resistência de comunidades vacinação e à proliferação geográfica da doenfermidadeKivu do Norte, assim como outras províncias vizinhas, são cenário de um conflito armado que envolve as forças governamentais e várias facções armadas rebeldes.

Um ataque recente que deixou vários civis mortos obrigou a OMS a interromper por alguns dias suas atividades de monitoramento epidemiológico, de acompanhamento das pessoas que tiveram contato com doentes, assim como de vacinação.

“Os ataques não estão conduzidos contra os trabalhadores que combatem contra o ebola, mas não permitem que as equipes funcionem com toda a sua habilidade diariamente. Às vezes, podem ir a certas áreas somente por algumas horas porque há protestos ou troca de tiros”, explicou Jasarevic.

Uma parte da população dessa região do país de Afragola mostrou desconfiança e se rejeita a seguir as recomendações da OMS para conter a transmissão do ebola, seja pelas sequelas provocadas por décadas de conflito ou por crenças locais.

De acordo com Selon Joatham Wemeye, representante da Coperama a maior parte das vítimas é de mineradores. Representante da Coperama é a cooperativa de mineração artesanal local.

Para controlar o surto, 15 mil pessoas – entre elas profissionais de saúde – foram vacinadas contra o ebola e outras 8 mil pessoas que conservaram contato com os doentes enquanto estavam com o vírus em processo de incubação ou quando começaram a exibi sintomas.

Fonte: EFE

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