Epidemia de gripe já matou mais de mil pessoas na França

"...e pestes...” Mateus 24:7

07 de fevereiro de 2019.

 

Uma forte epidemia de gripe atingiu seu pico na França com cerca de 1.100 mortos em 2019, segundo dados da ministra francesa da Saúde, Agnès Buzyn. Em pleno inverno, o governo alertou para uma “eficácia medíocre” da vacina contra o vírus e pediu que a população respeite as regras de higiene para evitar o contágio.

Sabemos que, todos os anos, a gripe mata em geral mais de 10.000 pessoas. Esse é o motivo pelo qual insisto na vacinação das pessoas idosas e das equipes que os acompanham”, disse Agnès Buzyn. “Atualmente a França inteira está numa zona de epidemia e veremos no fim do mês os números terríveis da taxa de mortalidade.”

O problema é que, nesse ano, há dois vírus da gripe em circulação na França, o que obriga o governo a fornecer uma vacina que proteja em ambas as situações. “Contra o vírus clássico, de tipo A, existe 50% de proteção, e contra o outro, a proteção é medíocre, de apenas 20%, o que pode explicar as mortes”, disse a ministra.

Bons hábitos para se proteger

“A vacina é moderadamente eficaz nesse ano, é por isso que os gestos de proteção são importantes: lavar as mãos, tossir cobrindo a boca, evitar espirrar saliva nos outros”, defendeu Buzyn. “O problema é que cada vacina é uma aposta, somos obrigados a fazer uma previsão dos tipos [de vírus] que vão circular, seis meses antes que eles apareçam no mundo. Então, quando finalmente vencemos a aposta, já é tarde.”

Entre as vítimas fatais da gripe neste ano na França estão seis pessoas, quatro residentes e dois funcionários, de uma casa de repouso do departamento de Loiret. “Os dois acompanhantes [que faleceram] não estavam vacinados”, explicou a ministra da Saúde. “Os idosos estavam protegidos, mas sabemos que, entre eles, a vacina é pouco eficaz, já que o sistema imunitário funciona mal em resposta à vacinação.”

Agnès Buzyn lembrou, por fim, que havia, no passado, uma obrigação de vacinação para as equipes médicas e de enfermaria, mas que foi abolida. Ela disse que está fazendo um “esforço excepcional” para que uma campanha pró-vacina seja feita no país.

Fonte: RFI

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