Angola regista 28 mil novas infecções de AIDS e 13 mil mortos por ano

"...e pestes...” Mateus 24:7

21 de novembro de 2018.

Angola "continua a perder a guerra" contra a AIDS", com o registo de 28 mil novas infecções e 13 mil mortes por ano, disse o secretário executivo da Rede Angolana das Organizações e Serviços da AIDS.

Falando à margem do workshop sobre o quadro jurídico-legal do AIDS, que tem lugar em Luanda, António Coelho disse no país a taxa de transmissão vertical de doença, ou seja, de mãe grávida para o bebé, é de 26%, a mais alta da Comunidade de Desenvolvimento de Países da África Austral.

O workshop é organizado pelos ministérios da Saúde e da Justiça e Direitos Humanos de Angola, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

"Apesar de todos os esforços que estamos a fazer, continuamos a perder a guerra no combate à sida", frisou Coelho.

"Temos de arregaçar as mangas e declarar uma guerra aberta contra a epidemia e, neste momento, que vem aí as jornadas alusivas ao Dia Mundial da Sida, que este ano se comemora sob o lema 'Conheça o seu Estado Serológico, embora Fazer o Teste do HIV', vamos aproveitar para o país fazer uma reflexão aturada, que nos permita, nos próximos tempos, inverter a situação e não permitir que mais angolanos se infectem e morram por causa da sida", acrescentou o responsável.

Num outro encontro em Luanda, a directora do Instituto Nacional de Luta contra a AIDS, Lúcia Furtado, disse que perto de 27 mil mulheres grávidas, das 310 mil pessoas que vivem com o HIV no país, são seropositivas, segundo dados da instituição referentes a 2017.

Lúcia Furtado falava sobre a campanha nacional Nascer Livre para Brilhar, a ser lançada a 1 de Dezembro, data mundial dedicada à reflexão sobre a doença. Segundo a responsável, a campanha visa fazer com que a sida infantil deixe de ser um problema de saúde pública até 2030, através da sensibilização sobre a importância de prevenção e o incentivo a toda a mulher grávida para realizar o teste para saber do seu estado sorológico, bem como o do seu parceiro.

Nos próximos três anos, tempo de duração da campanha, vão ser acompanhados os indicadores de incidência (novos casos) e de prevalência (soma de novos casos e os antigos).

A taxa de prevalência de transmissão vertical é de 2%, segundo dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos de Saúde e do Instituto Nacional de Estatística (2015-2016).

Em Angola, a luta contra a transmissão do vírus de mãe para filho teve início em 2004.

Fonte: LUSA

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