Vietnã: Situação dos cristãos pode piorar

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

10 de março de 2016.

Como a minoria cristã está crescendo fortemente, o governo tenta acompanhar reuniões cristãs em igrejas no combate à sua crescente influência

Vietnã tem uma política bem focada no comunismo, embora tenha algumas características capitalistas. Não é um país acolhedor para cristãos, muito pelo contrário, ele ocupa o 20º lugar na Classificação da Perseguição Religiosa 2016. De acordo com informações da rádio Free Asia, agora o Partido Comunista do Vietnã (PCV) excluiu o primeiro-ministro, Nguyen Tan Dung, como candidato de seu comitê central, o que afasta o líder do setor reformista dos postos de maior poder no país. Dung, responsável por promover as medidas de liberalização da economia e pela aproximação do país com os Estados Unidos, tinha a intenção de ocupar a Secretaria Geral do partido, o cargo mais influente, que continuará nas mãos do atual titular, Nguyen Phu Trong, da ala mais conservadora e pró-China.

"Embora o primeiro-ministro Dung, que defende uma abordagem política mais liberal, fosse amplamente visto como o candidato mais provável, ficou agora numa posição inferior. É de se esperar que o governo agora limite a abordagem econômica, além de afetar os direitos civis, principalmente na questão da liberdade de religião. A nova liderança quer estreitar suas relações com a China e fortalecer os laços mais recentes com os Estados Unidos. Os cristãos não devem ter nenhuma expectativa em relação às ações do governo, há sinais de que nada vai melhorar para eles, pelo contrário, parece que a situação vai ficar ainda mais difícil", comenta um dos analistas de perseguição.

A pressão sobre os convertidos para que retornem à sua fé tradicional e participem de rituais é alta, principalmente da família e da comunidade. Como a minoria cristã está crescendo fortemente, o governo tenta acompanhar reuniões cristãs em igrejas no combate à sua crescente influência. "Eu sei que, mais cedo ou mais tarde, eu vou para a prisão. Por isso estou preparando a igreja. Devemos ter em mente que também pode acontecer conosco. Estou gastando bastante tempo com meus assistentes para prepará-los. Eu dividi a igreja em muitos grupos pequenos porque eu sei que, se a polícia fechar a igreja, os grupos continuarão. Sei que não devemos procurar a perseguição, mas precisamos estar prontos para ela", finaliza um líder cristão que enfrenta a perseguição religiosa no Vietnã.

 

Fonte: Portas Abertas.

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