Uganda: Nem sempre a maioria prevalece

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

27 de abril de 2016.

 

Cerca de 80% dos ugandeses são cristãos e, mesmo assim, eles sofrem com a perseguição religiosa, preconceito e restrições governamentais

Embora o cristianismo tenha chegado tarde na Uganda, em relação aos demais países da África, em 1877 os ugandeses começaram a ter conhecimento sobre Jesus Cristo, o filho unigênito de Deus e, atualmente, cerca de 80% da população é cristã. Mas isso não quer dizer que seja um país onde as pessoas podem adorar a Deus livremente. Nem sempre a vontade da maioria prevalece. O governo da Uganda é rígido, desrespeita os direitos humanos, sufoca a liberdade de expressão e de religião e adere a pena de morte.

O presidente ugandês Yoweri Museveni que venceu as eleições deste ano com 62% dos votos está no poder desde 1986, embora haja suspeitas de que houve compra de votos por meio dos funcionários que trabalharam nas eleições, motivo pelo qual foi reeleito. Antes dele, o povo sofreu com o primeiro governo, após sua independência, em 1962, com um duro golpe militar e uma ditadura que foi considerada o período mais violento da história do país. Na década de 80 ainda, os cidadãos sofreram uma guerra civil que durou quatro anos.

Hoje em dia, os ugandeses ainda sofrem com as decisões governamentais. "As últimas eleições trouxeram ainda mais conflitos para o povo e algumas partes do país vivenciaram cenas catastróficas. Essa é uma tendência nessa região da África, onde já vimos a violência pós-eleitoral por volta de 2008, que custou milhares de vidas no Quênia. Também as eleições de 2005, na Etiópia, onde as forças de segurança mataram centenas de manifestantes. Incidentes semelhantes aconteceram na República Democrática do Congo, na Libéria e em outros países. Isso tudo sem contar a violência específica contra os cristãos", comenta um dos analistas de perseguição.

A Uganda tem fronteiras com países muito violentos, o que interfere muito no clima do próprio país. "Sabemos que os conflitos se espalham e acabam afetando e envolvendo vários governos. O que estamos vivendo hoje, na Uganda, é um período complicado, com vários problemas acontecendo ao mesmo tempo. Devemos sempre estar preparados para tudo, porque os cristãos sabem por experiência, que num país onde não há paz e onde o governo não é amigável, a questão da liberdade de religião é sempre o primeiro ponto a ser desrespeitado. A igreja de Uganda necessita muito de orações", conclui o analista. Interceda por ela.

 

Fonte: Portas Abertas.

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