Turquia enfrenta Estado Islâmico

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

25 de julho de 2015.

 

Após Kobane, na Síria, foi a vez da cidade de Suruç receber um dos maiores atentados da história da Turquia. Com ajuda dos EUA, a Turquia tem respondido ao Estado Islâmico. O conflito deve permanecer

Na última segunda (20), a Turquia foi alvo de um atentado suicuida que matou 32 pessoas, deixando muitas outras feridas em Suruç – perto da fronteira com a Síria. O governo local identificou um suspeito de ser o homem-bomba como membro do grupo radical Estado Islâmico (EI). O atentado foi considerado uns dos mais violentos dos últimos anos no país. Muitos universitários de um grupo ativista que se reuniam na cidade antes de uma viagem idealizada para ajudar a reconstruir Kobane (cidade curda-síria, na fronteira com a Turquia, que tem sido muita atacada pelo EI), foram atingidos. Para os curdos, o governo turco dá apoio indireto ao grupo, que lança pesadas ofensivas contra os que não concordam com eles. Mas, as autoridades negam e afirmavam até na quarta-feira (22) que novas medidas de segurança estavam em discussão.

Contra-ataque
Porém, hoje a Turquia resolveu responder ao EI com um primeiro bombardeio aéreo contra posições jihadistas na Síria. No final da noite de ontem (23), três caças F16 da Força Aérea Turca bombardearam em território sírio três alvos jihadistas, na zona fronteiriça situada em frente à cidade turca de Kilis (sul). Na quinta-feira, combatentes extremistas haviam aberto fogo contra um posto do exército turco na região de mesmo nome, matando um suboficial e ferindo dois soldados, segundo o Estado-Maior. Imediatamente depois, os tanques turcos responderam abrindo fogo contra uma posição jihadista e mataram um dos combatentes.

Ajuda dos EUA
Segundo um responsável militar americano, a Turquia autorizou finalmente os Estados Unidos a utilizar várias de suas bases aéreas, entre elas a de Incirlik (sul), para bombardear o EI na Síria e no Iraque, após uma conversa telefônica entre o presidente turco Recep Tayyip Erdogan e seu colega americano Barack Obama. "A República da Turquia está determinada a tomar todas as precauções para defender sua segurança nacional", repetiu nesta sexta-feira o gabinete do primeiro-ministro, Ahmed Davutoglu, um dia depois de se reunir com os chefes militares e com o serviço de segurança. O Departamento de Estado e o Pentágono evitaram comentar o pacto até que o governo turco se pronuncie oficialmente sobre ele.

Curdos turcos reclamam
O atentado em Suruç gerou indignação na comunidade curda da Turquia, que critica o presidente Erdogan por ter fechado os olhos às ofensivas do EI em solo turco. As autoridades sempre negaram as alegações de complacência com os grupos extremistas que combatem o regime de Damasco. As manifestações acontecem constantemente em muitas cidades do país para denunciar a política síria de Erdogan e o principal partido curdo da Turquia convocou uma grande concentração em Istambul.

O clima não poderia ser mais tenso na Turquia. Hoje (24) a polícia turca deteve 251 suspeitos de integrarem o EI e rebeldes curdos em uma grande operação, com  aproximadamente 5 mil policiais, entre eles 2 mil das forças de intervenção rápida, apoiados por vários helicópteros.
 
Síria e Iraque 
Confiscar territórios, destruir antiguidades, degolar minorias, obrigar mulheres a se tornarem escravas sexuais e ensinar crianças a matar. Essas são algumas das principais atividades do grupo extremista EI, o qual inicialmente era apenas uma organização terrorista, mas depois que passou a controlar territórios, tem se transformado em um Estado que “funciona plenamente”, mas que usa a violência extrema para isso.

É isso o que pensam alguns especialistas como Stephen Walt, professor de relações internacionais da John F. Kennedy School of Government, em Havard. Ele defende que o EI oferece uma relativa estabilidade numa região atribulada por guerra e caos, ao mesmo tempo que vem preenchendo o vazio deixado por governos falidos e corruptos que também usam violência, repressão, tortura e detenção. Na Síria, por exemplo, o presidente Bashar Assad está envolvido em uma guerra civil que já matou mais de 200 mil pessoas e desalojou metade da população.

Segundo Walt, os governos e o EI são bem parecidos e alguns habitantes das cidades ocupadas consideram os jihadistas menos corruptos do que os governos. Isso nos faz refletir sobre como parte da população síria e iraquiana tem se conformado com o estado de horror que os grupos extremistas, especialmente o EI impõe. O que para os especialistas pode ser algo compreensível, gera desconforto à nós cristãos. O mundo está em guerra e a violência não é e nunca será algo bom.

Que nós, como igreja livre, possamos interceder por esses países. A brutalidade e a influência desses grupos têm sido tamanhas que alguns já conseguem ver pontos positivos em meio à tanta destruição. Mas, Cristo nos deixou para ser e fazer a diferença, assim como nos adverte o apóstolo João em 1 João 5.19: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno.” Que sejamos como diz em Romanos 12.2: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Que possamos pedir a Deus que nossos irmãos consigam ver luz, onde só existe escuridão.

Fonte: Portas Abertas.

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