Suposta mensagem blasfema leva cristão a ser condenado à morte no Paquistão

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

16 de setembro de 2017.

 

Um tribunal do Paquistão sentenciou à morte um cristão por ter mandado um poema pelo Whatsapp a um amigo muçulmano que denunciou o conteúdo como blasfemo e contra o profeta Maomé, informou nesta sexta-feira à Agência Efe seu advogado.

"Nadeem James foi sentenciado à morte por cometer blasfêmia por um tribunal de primeira instância em Gujarat", disse à Efe o advogado Riaz Anjum.

Ele explicou que James não mandou o texto blasfemo e que foi o seu amigo Yasir Bashir que o denunciou de forma falsa em julho de 2016 porque o cristão tinha uma relação com uma jovem muçulmana.

Anjum disse que recorrerá da sentença a um tribunal superior.

A lei antiblasfêmia foi estabelecida pelos ingleses durante a época colonial para evitar choques religiosos na Índia britânica, mas na década de 80 várias reformas feitas pelo presidente Muhammad Zia-ul-Haq introduziram a prisão perpétua e a pena de morte em caso de insultos ao profeta e profanação do Corão.

Ainda que ninguém tenha sido até agora enforcado por este delito, pelo menos 53 pessoas relacionadas com casos de blasfêmia, entre elas acusados que foram libertados por tribunais, advogados e familiares dos supostos blasfemos, foram assassinados por uma multidão.

O último caso aconteceu em abril passado quando um jovem foi linchado em uma universidade do noroeste do Paquistão por supostamente publicar conteúdos blasfemos no Facebook.

O Governo do Paquistão lançou em março deste ano uma campanha contra a difusão de conteúdo blasfemo pela internet e ameaçou fechar páginas ou aplicativos que divulguem estes conteúdos.

Grupos de direitos humanos, como a Comissão Nacional para a Justiça e a Paz, denunciam que esta lei é usada contra as minorias religiosas para acertos de assuntos pessoais.

Fonte: EFE

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