Sobrevivente de ataque no Egito viu o filho morrer

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

27 de fevereiro de 2018.

No dia 26 de maio de 2017, o ataque a um ônibus que levava cristãos a um local de adoração em Minia, no Egito, se tornou de conhecimento mundial. Foram mortas 28 pessoas, incluindo duas crianças. Hanan é um dos sobreviventes, mas perdeu o filho e outros membros da família no ataque. Ela mora na cidade rural egípcia de Beni Suef, onde ela e o marido trabalham com uma pequena loja de alimentos para gado. A saudade do filho, Sameh, é visível – uma parede inteira em sua casa está coberta com fotos dele. Hanan anda em direção a ela para beijar a última foto, uma selfie tirada no dia em que perdeu Sameh.

“Eu vi alguns homens com roupas militares, mas pensei que estavam lá para proteger o local. Mas quando chegaram na rua do mosteiro, os homens vestidos como militares dispararam contra as rodas do ônibus e invadiram o veículo”, relembra Hanan. Ela ainda tem dificuldade de contar essa parte da história.  “Meu genro estava sentado na frente do ônibus. Eles se voltaram para ele primeiro e pediram que ele se convertesse ao islã. Mas meu genro mostrou a tatuagem de uma cruz em seu pulso e disse: ‘Não, não vou. Eu sou cristão’. Então foi baleado”.

Os terroristas se voltaram para todos os homens no ônibus. Um a um, foram confrontados com a mesma escolha: negar a fé ou morrer. Então os terroristas pararam ao lado do filho de Hanan, Sameh. De seu lugar na parte de trás do ônibus, ela viu a cena. Sameh também ergueu o pulso mostrando a tatuagem de cruz e Hanan testemunhou as últimas palavras do filho: “Não, eu sou cristão”. “Como mãe, estou profundamente triste porque perdi meu filho. Mas fico feliz por ter testemunhado a fé em que o criei. Agradeço por ele não ter negado a Cristo mesmo com a vida em perigo. Ele fez a escolha certa, e isso tem sido um grande conforto para mim”, afirma a cristã emocionada.

“Sem o conforto de Deus, eu ficaria louca”

Então chegou a vez das mulheres. Os terroristas gritaram insultos para elas e pegaram todas as suas joias. Depois agarraram seu neto, Mina. “Eles disseram que matariam Mina se as meninas no ônibus não fossem com eles. Mas então os terroristas viram um caminhão picape com trabalhadores se aproximando. Eles deixaram Mina e caminharam em direção à picape para mais uma rodada de mortes. Ainda agradeço a Deus que impediu as garotas de serem levadas. Os homens teriam abusado delas terrivelmente”, afirma.

Hanan sobreviveu ao incidente com uma lesão grave no braço, causada pelo tiroteio aleatório dos terroristas. “Sem o conforto de Deus, eu ficaria louca”. Ela lê um versículo que falou com ela durante esse difícil processo. Mateus 10.28, que diz: “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno”. Hanan sente todos os dias a falta do filho. Mas sabe que ele está em um bom lugar com o Salvador que ele não negou. E diz que se tivesse a escolha entre Jesus ou a vida, certamente faria o mesmo. “Se eu encontrar os atacantes do meu filho e eles me matarem pela minha fé, eu ficaria feliz. Então eu me unirei ao meu filho no céu. Porém, mais do que isso, oro para que eles sejam tocados por Deus e mudem seus caminhos”.

Fonte: Portas Abertas

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