Síria: De volta aos trabalhos evangelísticos

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

04 de novembro de 2016.

“Não tenham medo de evangelizar os muçulmanos, eles podem estar esperando por uma palavra de consolo e ânimo; devemos evangelizá-los em tempo e fora de tempo, como nos instrui a própria Bíblia”

A vida não tem sido fácil para Kristina, de 28 anos de idade, que professa a fé cristã num país como a Síria. Muito antes de começar a guerra civil, ela e seu marido já viviam em Aleppo. “Havia dificuldades, mas isso faz parte da vida de quem é minoria em uma nação, mas no geral, a vida era relativamente boa. Depois da guerra, porém, tudo mudou. Quando os militantes do Estado Islâmico lutaram pelo controle da cidade e venceram, eu estava grávida de minha primeira filha. Os primeiros meses com ela foram os mais difíceis de minha vida. Sem água, sem eletricidade e sem gás. Estava muito frio na época. Agora ela tem 18 meses, tudo isso passou”, lembra.

Como mãe, ela enfrentou grandes desafios. O casal decidiu ir morar no Líbano em busca de segurança. A ideia era ficar lá apenas alguns meses, mas a guerra se prolongou e a violência aumentou bastante. Como as regiões cristãs estavam sendo bombardeadas, a família decidiu esperar até o final da guerra. “Nós não deixaríamos nossa filha crescer em meio a tantos perigos”, comentou. De volta à cidade, agora Kristina retomou a liderança nos trabalhos evangelísticos da igreja, no ministério infantil. “Muitos que não encontraram apoio nas mesquitas estão repensando sua fé. Eles estão surpresos com a programação dos cristãos para todos os sírios. Aqui na igreja só tem 10% dos antigos frequentadores, mas o templo está cheio de muçulmanos. Há muitas crianças participando das atividades e os pais aprovam que elas estejam aprendendo mais sobre Deus”, explica.

Ela conta que isso jamais aconteceria antes da guerra. “As mulheres estão interagindo e se sentindo libertas do jugo que um dia conheceram no islã, onde só serviam para realizar atividades domésticas e dar filhos aos seus maridos. Não havia direitos para elas, mas agora elas percebem que também podem sonhar”, diz animada e deixa também um recado a todos os irmãos: “Não tenham medo de evangelizar os muçulmanos, eles podem estar esperando por uma palavra de consolo e ânimo. Devemos evangelizá-los em tempo e fora de tempo, como nos instrui a própria Bíblia”, conclui.

*Nome alterado por motivos de segurança.

Fonte: Portas Abertas

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