Seis pessoas morrem durante ataque a igreja em Burkina Faso

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

29 de abril de 2019.

Homens armados, não identificados, mataram um pastor e cinco fiéis em uma igreja protestante na região de Soum, norte de Burkina Faso, no domingo (28), afirmaram autoridades do país. É o primeiro ataque a uma igreja em um país que sofreu um surto de violência islâmica neste ano, diz a Reuters.

O governo declarou estado de emergência em várias províncias do norte do país que fazem fronteira com o Mali, em dezembro, por causa de ataques islamistas, inclusive em Soum, onde ocorreu o ataque de domingo. A região fica a cerca de 240km da capital, Ouagadougou.

O país, que se orgulha de uma história de tolerância religiosa, tem sido assolado por um aumento no número de ataques, enquanto grupos localizados no vizinho Mali buscam estender sua influência sobre o Sahel, o árido cerrado ao sul do Saara.

"Grupos armados têm todo o interesse em perturbar ou ir contra o bom entendimento entre religiões. Temos observado essa estratégia em outros países da região e do mundo", disse Rinaldo Depagne, diretor de projetos da África Ocidental para a organização não governamental International Crisis Group.

O porta-voz do governo, Remy Fulgance Dandjinou, disse à Reuters que o ataque aconteceu na comuna de Silgadji. Ele não conseguiu fornecer mais detalhes sobre o ataque ou os criminosos.

Cerca de 61% da população de Burkina Faso é muçulmana, a maioria sunita, de acordo com o censo de 2006 do país, afirmam dados do Departamento de Estado dos EUA. Outros 19% são católicos; 4% pertencem a grupos protestantes, e 15% seguem exclusivamente crenças indígenas.

Os muçulmanos residem em grande parte nas regiões fronteiriças do norte, leste e oeste, e os cristãos estão concentrados no centro do país, segundo o Departamento de Estado. Crenças religiosas são seguidas em todo o país, particularmente em áreas rurais. A capital, Ouagadougou, tem uma mistura de população muçulmana e cristã.

Fonte: G1

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