Portas fechadas, corações abertos

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

22 de dezembro de 2014.

De par em par, as janelas foram fechadas na casa de Hafida. Ela não queria que seus vizinhos ouvissem o que aconteceria ali; algo que foi compartilhado apenas com uma filha e uma amiga muito chegada. Num fim de tarde de domingo, cristãs brasileiras uniam-se a essa cristã secreta em oração.

Hafida é uma dos poucos milhares de convertidos de seu país. Nascida em uma família muçulmana, ela esconde sua conversão a fim de preservar a vida. “Fiquei surpresa ao encontrar naquele país uma mulher cheia de Deus, apesar de toda a perseguição e da falta de oportunidade de se reunir em uma igreja, como nós”, compartilhou Vera Sapia, uma das brasileiras presentes ali.

Naquele país do norte da África, o cristianismo é apenas para estrangeiros. Os nacionais são considerados muçulmanos. E pronto. Por isso, o culto nas pouquíssimas igrejas existentes é reservado apenas para os de fora do país. O grupo de brasileiras teve a oportunidade de visitar uma igreja, que fica a poucos metros de distância da casa de Hafida, mas ela não pode ir. Suzana Queiroz, outra viajante, explica a sensação única de estar ali: “Naquela pequena congregação, cultuei por Hafida e por todos os demais cristãos perseguidos daquela nação, que passam pela porta, ouvem o som, sentem a comunhão, mais ainda não podem entrar e prestar culto”.

Secretos e solitários
Do lado de dentro das portas também fechadas, pessoas de diversas nacionalidades louvavam a Deus em inglês. A maioria é constituída de obreiros. O grupo teve a oportunidade de conhecer mais de perto o irmão Cesar, natural do México, que vive há mais de nove anos naquela nação com sua família. Animada por conhecê-lo, Jaqueline Dias logo quis registrar o momento com uma fotografia. Mas Cesar não permitiu: “Não posso me expor, e nem aos meus irmãos. A única lembrança nossa que você vai levar é em sua mente e no coração”.

Assim como os convertidos nacionais, os obreiros estrangeiros também se movimentam com cuidado. Todos os obreiros que o grupo de brasileiras conheceu possuíam uma profissão. Dentre eles havia Rose, uma simpática escocesa que há quarenta anos exerce a profissão de parteira no país. Durante todos esses anos, Rose não constituiu família. Nas palavras da visitante Rosangela Bittencourt, “trata-se de uma mulher forte que, quando questionada sobre seu estado civil, faz questão de dizer que é casada com a obra de Cristo”. Com sua profissão, Rose tem a oportunidade de adentrar as casas das famílias locais e, pouco a pouco, deixar que sintam o perfume de Cristo que exala de sua vida.

Fonte: Portas Abertas.

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