Papa pede fim de perseguições na África e Oriente Médio

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

05 de abril de 2015.

 

O Papa pediu, neste domingo de Páscoa, pelo fim das tragédias e perseguições em nome da religião na África e no Oriente Médio, em um contexto de violência no mundo em nome da religião.

"Aquele que carrega em si a força de Deus, seu amor e sua justiça, não precisa usar a violência", declarou denunciando todos os grupos religiosos que recorrem à guerra, mas sem mencionar os movimentos jihadistas.

Sob uma tenda branca instalada na loggia da Basílica de São Pedro, Francisco, com o rosto pálido e severo, presidiu a missa de Páscoa, a mais importante festa católica, para uma multidão de fiéis.

Como a cada ano, canteiros de flores em cores brilhantes, provenientes da Holanda, animavam a atmosfera. À esquerda do altar, um grande ícone de Cristo.

Em seguida, ele fez um passeio em seu papamóvel aberto em meio à multidão, antes de conceder sua bênção tradicional "para a cidade e para o mundo" ("urbi et orbi").

Acordo de Lausanne, uma 'esperança'

Enumerando as tragédias, Francisco falou de "esperança" para descrever o acordo-quadro concluído em 2 de abril em Lausanne entre o Irã e as grandes potências sobre o seu programa nuclear. Ele espera que o acordo "seja um passo definitivo rumo a um mundo mais seguro e mais fraterno".

Jorge Bergoglio desejou que uma "oração incessante suba de todas as pessoas de boa vontade por aqueles que perderam suas vidas - penso especialmente nos jovens que foram mortos na quinta-feira na Universidade de Garissa, no Quênia - para todos aqueles que foram sequestrados", em referência à morte de cerca de 150 estudantes, em sua maioria cristãos, por um comando islamita shebab.

"Imploremos o dom da paz para a Nigéria, para o Sudão do Sul e para as diferentes regiões do Sudão e da República Democrática do Congo", acrescentou.

O Papa argentino apelou à comunidade internacional "para não ficar passiva à imensa tragédia humanitária na Síria e no Iraque", e dos "muitos refugiados". "Que termine o choque das armas e que seja restaurada a boa convivência entre os diferentes grupos que compõem este país amado", insistiu.

Sem mencionar a perseguição de grupos jihadistas contra os cristãos, o Papa pediu a Cristo "para aliviar o sofrimento de tantos dos nossos irmãos perseguidos por causa do seu nome".

"O derramamento de sangue sem sentido e a violência bárbara" também foram denunciados a Líbia, com o Papa desejando uma "reconciliação nacional".

Uma "vontade comum de paz" também foi defendida por Francisco para o Iêmen, bem como "a retomada do processo de paz" entre israelenses e palestinos e "o compromisso de todas as partes para a paz na Ucrânia".

O papa argentino não mencionou a Ásia ou a América Latina, mas pediu "paz e liberdade para as vítimas do tráfico de drogas", observando que "eles estão muitas vezes ligados a poderes que deveriam defender a paz e a harmonia".

Da mesma forma, ele denunciou os "traficantes de armas que se enriquecem com o sangue de homens e mulheres" e todas as "formas antigas e novas de escravidão."

Imigrantes, prisioneiros, marginalizados, crianças vítimas de violência: o Papa pediu pelos mais vulneráveis desta sociedade "arrogante".

Os cristão devem "ser o gérmen de uma outra humanidade", "disponível e respeituosa", insistiu.

Fonte: AFP.

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