Palestinos e israelenses participam de grupo de reconciliação

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

03 de novembro de 2015.

 

"Não é fácil fazê-los compreender sobre a necessidade de orar por alguém que luta contra o seu próprio povo"

Em todo o mundo, a Portas Abertas acolhe e encoraja cristãos que querem perdoar e buscar a reconciliação com seus inimigos. Este não é um processo fácil e os cristãos são muitas vezes repreendidos por sua comunidade, simplesmente por fazer o que Jesus ordenou que fizessem: perdoar, orar e abençoar. Em Israel, há um grupo chamado Musalaha. Trata-se de um ministério que organiza grupos de estudos bíblicos entre palestinos e israelenses. "Não é fácil fazê-los compreender sobre a necessidade de orar por alguém que luta contra seu próprio povo", comenta um dos analistas da Portas Abertas.

"Um palestino de 31 anos, chamado Zaire*, que participa do grupo, foi movido a apagar seu histórico de raiva e de ódio que sentia pelo povo de Israel, quando orou junto com um oficial do exército israelense. Ambos são seguidores de Jesus e precisavam passar pelo processo de reconciliação", comenta o analista. "Somos da mesma família, cremos no mesmo Deus e é importante sentarmos juntos, como irmãos, compartilhar da Palavra e falar de Jesus, que nos salvou", revela Zaire, agora curado de sua dor e preconceito.

Zaire cresceu como um cristão, em Belém, uma cidade que faz parte dos Territórios Palestinianos. Dez anos atrás ele optou por participar da reunião de reconciliação. "Para mim foi muito difícil, pois os soldados israelenses costumam humilhar muito o nosso povo. Um dia, um sodado deixou cair sua caneta e disse para mim: ‘pegue-a’. Eu me recusei, então ele colocou a arma em minha cabeça, fiquei detido por três horas. Eu já alimentava um grande ódio por eles, e depois daquilo só piorou meu sentimento", lembra o palestino.

"Mas eu gosto de enfrentar meus problemas de frente, por isso procurei esse grupo, pois eu sabia que, como cristão, eu não poderia continuar vivendo assim. Eu não aceitava o soldado no grupo e então ele me disse: ‘sinto muito por tudo o que você passou, o exército nos obriga a fazer coisas que não queremos e isso também me faz mal’. Foi quando enxerguei que os soldados não são ruins, eles estão fazendo o seu trabalho. Depois disso passamos a orar juntos e ficamos muito amigos. Esse meu irmão soldado foi lutar em Gaza, no verão passado, e foi muito difícil para todos nós. Sempre mantemos contato com ele, sabemos que Deus está no controle de tudo e também o protegendo onde estiver", finaliza Zaire.

*Nome alterado por motivos de segurança.

 

Fonte: Portas Abertas.

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