Oculista britânico é morto na Nigéria

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

30 de novembro de 2017.

 

O oculista britânico Ian Squire, de 57 anos, foi morto após cantar o hino Amazing Grace, Maravilhosa Graça em português, junto com outros reféns. No dia 13 de outubro, Squire e outros três trabalhadores voluntários de sua clínica foram sequestrados na região do Delta, no sul da Nigéria. O casal David e Shirley Donavan e a optometrista escocesa Alanna Carson foram libertados no começo desse mês após pagamento de resgate, que acredita-se que tenha partido do governo da Nigéria. 

Segundo relatos do casal, Ian Squire foi morto por uma rajada de tiros na primeira manhã no cativeiro, que era uma cabana de bambu num pântano remoto. “Nós perguntamos se ele poderia tocar um hino ou cantar uma canção. Ele disse que a única coisa que poderia cantar sem as notas musicais era Amazing Grace”, relata David Donavan. “Então, cantamos juntos. Nós três estávamos sentados no colchão e Ian estava de pé. Então ouvimos dois tiros e depois uma rajada de tiros. Ian morreu na hora. Nós pulamos imediatamente e nos escondemos atrás de uma pilastra da pequena cabana”, continua. O casal diz que os atiradores nunca explicaram por que abriram fogo. 

O médico David Donavan e sua esposa, Shirley, que é professora, montaram uma organização de treinamento médico e, quatro anos atrás, se juntaram a Ian Squire, que já possuía uma ONG voltada para tratamento de vista, chamada “Missão para Visão”. Donavam disse que Squire havia treinado uma equipe local para fazer óculos com uma máquina que ele tinha feito para ser usada em áreas remotas – um serviço não disponível em nenhum outro lugar da região do Delta. Ele espera que a clínica permaneça aberta, já que algumas pessoas da região foram treinadas para que pudessem gerenciar a clínica por si mesmas, sem a ajuda dos estrangeiros - “este sempre foi o objetivo”, declara o médico, que descreveu o colega morto como “um homem de fé”.

Fonte: Portas Abertas

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