Obama visita Etiópia, mas condenação de cristãos não é tratada

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

31 de julho de 2015.

 

Em sua primeira visita ao continente africano como presidente, direitos humanos e segurança estiveram em pauta. Porém, o caso dos três cristãos condenados por incêndio não foi tratado

O presidente dos EUA, Barak Obama, visitou a Etiópia nos dias 27 e 28 de julho. Foi a primeira visita de um presidente norte-americano ao país, que tem uma das principais economias emergentes da África, mas que é criticado por não garantir os direitos humanos. “Quando as pessoas sabem que estão incluídas no processo político, o país se torna mais forte, mais bem sucedido e inovador. Então, discutimos os passos que a Etiópia pode tomar para mostrar o progresso com um bom governo: proteger os direitos humanos, as liberdades fundamentais e o fortalecimento da democracia ", disse Obama durante uma conferência de imprensa conjunta, em Adis Abeba, a capital e a sede da União Africana.

Ainda na visita em discurso à União Africana, Obama disse: “grupos como Boko Haram, Al-Shabab e Estado Islâmico devem ser designados pelo que são: assassinos.” Ele ainda os desvinculou do islã, dizendo que “milhões de muçulmanos africanos sabem que o islã significa paz”. Prometeu também maior assistência de segurança para o país. "Estamos bastante comprometidos na parceria com os países africanos para aumentar suas capacidades de enfrentar ameaças imediatas impostas por organizações terroristas", informou a Casa Branca.

Embora a visita tenha ocorrido para discutir os direitos humanos, o caso dos três cristãos condenados por incêndio não foi tratado . Em maio de 2014, uma igreja cristã etíope na comunidade rural de Gulema Iyesus, há 275 quilômetros de Addis Abeba, foi incendiada. Um mês depois, as autoridades prenderam dois evangelistas protestantes, Tibebu Mekuria e Dawit Jemberu, por acusações de iniciar o fogo. Eles também prenderam outro cristão protestante e proprietário de um quiosque pequeno, Belete Tilahun, por acusação de financiar o ataque.

Apesar de testemunhas atestaram que os homens não estavam perto do prédio no momento do incêndio e a única testemunha de acusação ter dado um depoimento inconsistente, o juiz considerou os três culpados em 28 de outubro de 2014, com penas de até nove anos de prisão cada. Após vários apelos rejeitados, o caso chegou ao Supremo Tribunal de Justiça, mas foi adiado para outubro, aparentemente devido a falta de juízes. A igreja é uma das mais antigas da África.

A revista The Economist comentou a visita de Obama e criticou que a mesma só ocorreu depois de seis anos e que a América deveria dar maior valor a um continente que se tornará cada vez mais importante no futuro do que é hoje. A Etiópia hoje ocupa a 22ª colocação na Classificação da Perseguição Religiosa. Os cristãos sofrem no país onde 43,5% fazem parte do Cristianismo Ortodoxo e 33,9 do Islamismo. E, aparentemente entre os diretos humanos, os diretos das minorias, como os cristãos ainda não é tratado pelas autoridades. Não deixe de orar por esses cristãos que vivem em um dos países mais hostis ao evangelho.

Fonte: Portas Abertas.

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