O que de fato pretende o Estado Islâmico?

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

14 de março de 2015.

 

O Estado Islâmico foi formado originalmente como braço da Al-Qaeda no Iraque, sob o comando do Abu Musab al-Zarqawi, mas logo se desligou da rede. Abu Bark al-Baghdadi, ex-clérigo sunita de Samarra, foi libertado da prisão de Camp Bucca em 2009 e assumiu o comando do grupo em 2010. No controle de áreas do norte da Síria e do Iraque, os militantes proclamaram um “califado” na região

No dia 24 de fevereiro, surgiram notícias de que o Estado Islâmico sequestrou pelo menos 90 cristãos assírios na área do Curdistão, nordeste da Síria. Relatórios apontam que entre 90 e 150 pessoas de fato foram sequestradas. A informação foi divulgada uma semana após a decapitação de 21 cristãos egípcios na Líbia. 

“Além da informação em si, que já é terrível considerando as atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico, a situação é preocupante por outras razões”, afirma Henriette Kats, analista de perseguição da área de pesquisa da Portas Abertas Internacional.

A voz que se ouve no vídeo durante as decapitações afirma: "A vocês, povo da cruz, segurança será apenas um desejo, especialmente porque estão lutando contra nós e nós lutaremos contra vocês até que o mundo estabeleça seus encargos e Jesus, a paz esteja com ele, descerá, quebrando a cruz, matando os porcos e abolindo ajizya (imposto aos não muçulmanos). E no rio que vocês esconderam o corpo do sheik Osama Bin Laden, juro por Alá, nós misturaremos o sangue de vocês ao corpo dele”, fazendo uma clara referência à existência de profecias islâmicas no apocalipse.

De acordo com textos islâmicos sobre o apocalipse, primeiro acontecerá um período de guerra e caos no Oriente Médio, seguido da fundação de um califado islâmico. Henriette afirma: "Não importa o que você acredita sobre essas profecias, mas o Estado Islâmico não está apenas em busca de poder ou de uma matança aleatória, mas sim está seguindo rigorosamente uma ordem religiosa islâmica e considera-se um ator que cumprirá as profecias apocalípticas. Isto está ilustrado na citação do vídeo que se refere aos textos muçulmanos e fornece uma indicação que o Estado Islâmico possui uma agenda a ser cumprida. Portanto, negar que o Estado Islâmico é inerentemente muçulmano e segue uma agenda religiosa, é arriscar uma falha para desenvolver uma estratégia eficaz para levantar-se contra ele.”

Ela continua: “Elementos das profecias islâmicas dizem que um grande exército de estrangeiros virá do nordeste da Síria e batalhará com o exército islâmico na pequena cidade de Dabiq. O Estado Islâmico refere-se a esse exército estrangeiro como sendo o exército de 'Roma'. Alguns afirmam que é da Turquia e outros acreditam que é do ocidente e que o exército islâmico será vencedor. Após isso, o messias islâmico, o Mahdi, e o Jesus muçulmano virão e matarão todos os não muçulmanos. Portanto, considerando a citação no vídeo, parece positiva a extinção do jizya. Porém, essa não é a questão. Com o jizya os não muçulmanos ainda têm uma chance de viver como não islâmicos, embora tenham que aderir à lei islâmica. Se o imposto for extinto, os não muçulmanos têm duas opções: se converter ao islã ou morrer. Na visão do Estado Islâmico, não haverá espaço para que nenhum não muçulmano viva."

A questão que permanece é por que o Estado Islâmico tem como alvo pessoas das vilas cristãs assírias. Henriette afirma: “Pode ser porque eles lutaram contra o Estado Islâmico juntamente com a milícia do Curdistão. Os assírios foram sequestrados pelo mesmo motivo em dezembro do ano passado. O motivo também pode ser militar: uma reação aos ganhos que os curdos estão tendo no nordeste da Síria.

O Estado Islâmico pode também estar precisando de uma nova frente uma vez que está perdendo em outras áreas. De qualquer modo, toda guerra leva à batalha de Dabiq que promete ser a vitória final. Não resta dúvida de que os cristãos e outros não muçulmanos continuarão a ser o alvo principal nesse contexto”, conclui ela.

Agora que você conhece mais a fundo todo o contexto, ore por isso. Somente por meio da oração e da graça de Deus é que nossos irmãos conseguirão enfrentar a forte perseguição.

Fonte: Portas Abertas.

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