Novos ataques de Fulanis a cristãos atingem 14 aldeias

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

10 de fevereiro de 2018.

 

Cerca de 75 corpos foram recuperados após uma série de ataques do grupo fulani na comunidade predominantemente cristã de Miango, na área do governo local de Bassa, no Estado do Plateau, no centro da Nigéria. Jerry Datim, um líder religioso da região, disse à Portas Abertas que o primeiro ataque ocorreu no dia 24 de janeiro: “Era mais ou menos meio dia quando alguns fulanis sitiaram Rafiki, um lugar bem perto da 3ª Divisão do Exército. Eles mataram três pessoas, antes de ir para outra aldeia, Jebbu Bassa, onde mataram mais três pessoas. Eles também queimaram muitas propriedades”.

A situação parecia ter se acalmado até dois novos ataques acontecerem no dia 4 de fevereiro. Dois cristãos foram mortos em uma fazenda, e mais uma vítima foi feita em outra aldeia. Ao todo, 14 aldeias foram alvo dos ataques, com 89 casas incendiadas e extensas terras agrícolas também destruídas pelos fulanis, que prometeram desalojar os nativos.

GOVERNO NÃO SE MANIFESTA EM RELAÇÃO AOS ATAQUES

Datim expressou seu desapontamento de que o governo estadual não tenha se pronunciado contra os assassinatos. “Os líderes políticos no estado não conseguiram proteger as pessoas dos fulanis porque temem que o presidente Muhammadu Buhari possa se mover contra qualquer político que vá contra os fulanis, que são parentes de Buhari", disse ele. O líder cristão acrescentou que algumas das comunidades afetadas haviam acabado de terminar os reparos nos telhados de suas casas, queimados em um ataque anterior em outubro de 2017. Mas agora as casas foram queimadas novamente.

Aproximadamente 3.000 aldeões agora estão se refugiando com seus parentes nas comunidades vizinhas de Kabon e Tudun Wada, ambas na área do governo local de Jos. Eles não apenas foram deslocados de suas casas, como seus meios de subsistência também foram destruídos. O pastor local Jacob Gidado, que visitou as aldeias afetadas para ajudar o povo, cobrou do presidente Buhari proteção para os cristãos contra as “incessantes mortes”. Ele afirmou que os cristãos, especialmente no norte da Nigéria, “foram perseguidos além da conta”. 

Fonte: Portas Abertas

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