Mulheres indianas pagam um alto preço para servir a Cristo

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

02 de outubro de 2015.

 

Mulheres indianas enfrentam a violência doméstica, mesmo com as definições da Constituição do país, que garantem direitos iguais para homens e mulheres. Das formas de violência, as piores são os ataques com ácido, abusos e acordos nupciais forçados. Uma mulher que se converte ao cristianismo recebe um tratamento ainda pior.

Sarita* é uma mulher cristã, da Índia Central. Ela sofreu violências físicas e intelectuais por mais de 13 anos, pelo próprio marido, até que ele decidiu abandoná-la. “Ele me atormentava por causa da minha fé. Eu ouvi falar de Jesus quando tinha 16 anos e o amor de Cristo foi crescendo em mim aos poucos. Mas eu me apaixonei e me casei com Mohan*, um homem hindu, mas foi só depois do casamento que ele mostrou quem ele era de verdade”, explica.

Ela conta que ele chegava em casa bêbado, batia nela e dizia que ela era uma vergonha para a família. “Quando ele mandava eu adorar os deuses hindus e eu me recusava, então eu apanhava ainda mais”, disse ela a um voluntário da Portas Abertas. Enquanto tentava lidar com a situação, descobriu que seu marido tinha um segredo: “Ele já era casado, tinha três filhos e eu era a segunda esposa, mas ele nunca me contou. E a essa altura, eu também descobri que estava grávida”.

Depois de quatro anos, ela teve mais um filho. Sarita orava muito para Deus transformar seu marido, mas ele foi embora para viver com sua primeira esposa, e a difamou, além de dizer a um jornal local que ela era prostituta. “Eu era uma mulher abandonada, difamada e sofrida. Mas agora eu tenho a Jesus, então eu posso todas as coisas, e sempre me lembro da passagem de Isaías 41.10: ‘Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa’. Por isso eu me considero uma mulher forte”, conclui Sarita.

*Nomes alterados por motivos de segurança.

Fonte: Portas Abertas.

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