Morte de cristãos armênios é lembrada

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

24 de maio de 2016.

 

No dia 24 de abril desse ano, o presidente Erdogan marcou a comemoração anual da morte de cristãos armênios de 1915, expressando suas condolências aos filhos e netos dos falecidos

Conforme as últimas notícias da Turquia, parece que o nacionalismo turco está ficando cada vez mais resistente e violento. De acordo com informações do Asia News, Garo Paylan, um membro turco-armênio do parlamento pelo Partido Democrático do Povo (HDP, em turco Halkların Demokratik Partisi), começou seu discurso na Grande Assembleia Nacional da Turquia, em Ancara, pedindo ao governo para formar uma comissão de investigação para as 12 mortes de legisladores armênios no parlamento otomano em 1915.

O discurso do político durou apenas seis minutos, mas foi dificultado por um grande número de deputados nacionalistas turcos que constantemente zombavam dele. "Paylan foi realmente corajoso, já que para o governo qualquer menção aos ataques armênios podem acarretar em três anos de prisão, mas como ele é um membro do HDP curdo, houve também pessoas que apoiaram suas palavras, com aplausos que se misturaram à forte reação nacionalista", comenta um dos analistas de perseguição.

O caso também ficou muito conhecido como "holocausto armênio", ocasião em que houve um extermínio sistemático de armênios, dentro dos territórios turcos. O número total de mortos é estimado entre 800 mil e 1,5 milhão, entre eles 250 intelectuais e líderes comunitários, logo após a Primeira Guerra Mundial. Na época, boa parte da população masculina foi recrutada para o trabalho forçado, mulheres, crianças, idosos e enfermos foram deportados ao deserto sírio para morrer, cristãos e outros grupos minoritários foram perseguidos pelo governo.

"No dia 24 de abril desse ano, o presidente Erdogan marcou a comemoração anual da morte de cristãos armênios de 1915, expressando suas condolências aos filhos e netos dos falecidos, conforme declarou o jornal Hürriyet Daily News. Só não podemos nos enganar com as intenções do governo turco, porque Erdogan jamais vai admitir essa violência por parte deles, ele simplesmente vai associar a data ao contexto da guerra naquela época. Essa sombra de governo opressor vai continuar a seguir os cristãos turcos e, portanto, atrapalhar suas atividades no país, como sempre", conclui o analista. Ore por essa nação.

 

Fonte: Portas Abertas.

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