Missionários sequestrados aparecem em vídeo

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

06 de julho de 2017.

 

Alguns tiveram a oportunidade de pedir ajuda aos governos envolvidos e um deles agradece pelas orações de seus familiares

Grupos jihadistas afiliados ao Al-Qaeda lançaram um vídeo que mostra imagens de reféns estrangeiros, incluindo três missionários. A publicação aconteceu poucas horas antes da visita de Emmanuel Macron ao Mali. O presidente da França concordou em apoiar os esforços antiterroristas na região africana do Sahel, que fica entre o deserto do Saara, próximo ao Sudão. A faixa de terra que tem de 500 a 700 km de largura e 5.400 km de extensão, além do Sudão e Mali, inclui partes de vários países, como Senegal, Mauritânia, Burkina Faso, Níger, Nigéria, Chade, Etiópia, Eritreia, Djibuti e Somália.

Os três missionários que aparecem no vídeo são da Colômbia, Suíça e Austrália. Um deles é a cristã colombiana, Gloria Argoti, de 60 anos, que foi sequestrada no dia 7 de fevereiro, quando os assaltantes invadiram sua igreja, em Karangasso, no sul do Mali. Não houve notícias sobre o paradeiro dela desde então e nenhum grupo reivindicou a responsabilidade por seu sequestro e detenção. Esta, porém, é a primeira prova de vida da colombiana.

O cirurgião australiano Ken Elliott, de 82 anos, foi sequestrado em janeiro de 2016, junto com sua esposa, Jocelyn, da cidade de Djibo, no norte de Burkina Faso, perto da fronteira com o Mali. O casal foi levado no mesmo dia que o Al-Qaeda matou 29 pessoas na capital de Burkina Faso, Ouagadougou, incluindo seis cristãos canadenses que faziam trabalho humanitário e um missionário dos Estados Unidos. Jocelyn foi libertada um mês depois, mas seu marido ficou detido.

“Este vídeo é para pedir às autoridades, em particular ao governo australiano e ao governo de Burkina, que façam de tudo para ajudar na negociação da minha liberdade”, disse Elliott durante a gravação. Dirigindo-se à família, ele acrescentou: “Eu só quero dizer, novamente, que eu amo todos vocês e agradeço pelas suas orações. Estou ansioso para estar com vocês novamente”, ele disse. A missionária suíça Béatrice Stockly foi sequestrada na cidade do norte de Timbuktu, no Mali, também em janeiro de 2016. Ela tem mais de 40 anos e já havia sido sequestrada pelos jihadistas, em 2012.

Não houve referência ao missionário americano que foi sequestrado no Níger, em 14 de outubro. Jeff Woodke foi levado por desconhecidos, na cidade de Abalak, no norte do Níger. Ninguém mais teve notícias dele. O sueco, Johan Gustafsson, de 42 anos, foi libertado na semana passada, seis anos depois de ser sequestrado pelo Al-Qaeda, no Mali. O sul-africano Stephen McGowan também estava entre as outras pessoas que apareceram no último vídeo. Um engenheiro de mineração da Romênia, Iulian Ghergut, sequestrado em Burkina Faso, em 2015, e a francesa Sophie Pétronin, chefe de uma ONG que trabalha com crianças, também apareceram nas imagens. Ela foi raptada por homens armados, no norte do Mali, em Gao, em dezembro de 2016.

“Peço ao governo francês e ao presidente Emanuel Macron que façam de tudo para me tirar dessa situação extremamente difícil”, disse Sophie no vídeo. De acordo com o site francês de notícias, RFI, Macron participou de um encontro, no último dia 2, com os líderes de um grupo formado por 5 países (Níger, Mali, Chade, Burkina Faso e Mauritânia) para discutir sobre a força militar que deve combater o jihadismo e o tráfico de pessoas na região. Ore pelos nossos irmãos sequestrados e pela segurança deles.

Fonte: Portas Abertas

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