Minorias são desprezadas no Paquistão

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

29 de novembro de 2017.

Novo censo do país foi feito em julho deste ano. Dados sobre as minorias não foram publicados e governo não dá explicações

Em 22 de novembro, um pequeno grupo de manifestantes, na sua maioria cristãos, se reuniu fora de Lahore, a principal cidade da província do Punjab, no Paquistão. Eles ameaçaram protestar todos os dias até que os dados do novo censo sejam divulgados e levados ao Supremo Tribunal antes do Natal.

O Paquistão foi fundado em 1947 como pátria para os muçulmanos do subcontinente indiano, que eram, naquela época, uma minoria e estavam social e economicamente atrás da maioria hindu. Hoje, o país é uma república e o islamismo é a religião oficial. As minorias religiosas, incluindo os cristãos, constituem apenas 3 a 5% da população total. Porém, a sua cidadania e representação política nas assembleias são temas frequentemente questionados, já que os não-muçulmanos são impedidos por lei de se tornarem primeiro-ministro ou presidente.

Enquanto isso, o Paquistão tem a mais notória lei da blasfêmia no mundo, e ela foi muito usada ​​contra minorias religiosas. Os cristãos paquistaneses representam apenas 1,5% da população total, porém mais de um quarto (187) dos 702 casos de blasfêmia registrados entre 1990 e 2014 foram contra os cristãos.

A representação das minorias

A Coordenadora Nacional da cidade de Pattan, Sarwar Bari, observou que a primeira assembleia constituinte do Paquistão tinha 24 não-muçulmanos (mais de um terço) entre os 69 participantes, mas que hoje a representação das minorias baixou para menos de 3%.

Logo após a fundação do Paquistão, em 1947, o fundador Muhammad Ali Jinnah nomeou um hindu da casta mais baixa, Jogindar Nath Mandal, como Ministro da Justiça, e um Ahmadi (movimento muçulmano fundado na Índia), Sir Zaffar Ullah Khan, como ministro das Relações Exteriores. Essa abordagem liberal seria impensável no Paquistão de hoje.

Dentro dos 70 anos desde a sua independência, em quase metade do tempo o país foi governado por ditadores militares. Ore por essa nação, pelas minorias e pela Igreja Perseguida que vive no país. Peça ao Senhor que fortaleça seus filhos paquistaneses.

Fonte: Portas Abertas

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