Mianmar: Morte de cristãs reflete a vulnerabilidade de minorias

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

23 de janeiro de 2015.

 

25º país na Classificação da Perseguição Religiosa, Mianmar continua entre os dez países mais violentos para os cristãos. A maioria dos cristãos vem de uma minoria étnica e os poucos convertidos de origem muçulmana enfrentam pressão de todos os lados.

Segundo informou a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW, sigla em inglês) na noite de 19 de janeiro, duas mulheres do estado de Kachin, em Mianmar, foram brutalmente abusadas e assassinadas dentro da igreja onde lecionavam. A CSW apresentou uma apelação ao governo local para que ofensivas dessa natureza – comum em áreas étnicas – sejam interrompidas imediatamente e os autores da violência sexual sejam levados à justiça.

As duas mulheres, Maran Lu Ra, de 20 anos e Tangbau Hkawn Nan Tsin, 21 anos, eram professoras de Myitkyina, e trabalhavam na Convenção Batista de Kachin. Elas foram atacadas na madrugada de 19 para 20 de janeiro por soldados do Exército de Mianmar, na vila Kawng Hka Shabuk, no norte do estado de Shan.

De acordo com fontes da CSW, "tropas do Exército de Mianmar entraram na base da igreja onde as mulheres estavam dormindo e as atacaram. Moradores próximos ouviram as meninas gritando e, quando foram verificar, viram os corpos de ambas. Membros da igreja foram à delegacia responsável pela área, mas a polícia não tomou nenhuma ação".

Uma associação que trabalha com os direitos das mulheres na região (The Kachin Women’s Association Thailand - KWAT) já documentou mais de 70 casos de violência sexual promovida por tropas do Exército de Mianmar em Kachin e outros locais do norte de Shan. A organização Women’s League of Burma publicou um novo relatório, referente ao ano passado, intitulado Se elas tivessem esperança, que documenta 118 casos de violência sexual pelo exército desde 2010.

O governo de Mianmar assinou a Declaração pelo Fim da Violência Sexual em Conflitos, no ano passado, mas não foi capaz de aplicar as suas disposições.

Não obstante, relatórios mostram que o exército tem como alvo as igrejas que servem como refúgio para deslocados dos conflitos entre oficiais e movimentos de independência ou autonomia. Ore pela comunidade cristã que sobrevive no país e, por meio da sua intercessão, é encorajada diariamente para que permaneça firme na fé. 

Fonte: Portas Abertas.

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