Maryam Naghash é libertada após quatro anos de prisão

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

02 de agosto de 2017.

 

Após enfrentar negligência e maus-tratos na prisão de Evin, em Teerã, a cristã é libertada

Após quatro anos de prisão por, supostamente, violar a segurança nacional, a cristã iraniana Maryam Naghash foi libertada ontem à noite, 1 de agosto, da prisão de Evin, na capital do país. Ela deveria ter sido libertada quatro dias antes, em 28 de julho, mas segundo o jornal Mohabat News, não há explicação para o adiamento. Maryam foi acusada e sentenciada por espalhar o cristianismo no país e tentar converter islâmicos.

A cristã ex-muçulmana, hoje com 39 anos, foi interrogada pela primeira vez por oficiais da inteligência iraniana em janeiro de 2010, por estar envolvida com igrejas domésticas. Em janeiro de 2013, ela foi presa com o pastor Saeed Abedini (cidadão iraniano e americano) devido ao trabalho que faziam em um orfanato. Eles foram sentenciados alguns meses depois. Abedini foi libertado em janeiro de 2016, após pressão do governo dos Estados Unidos.

Problemas na prisão

Enquanto estava presa, os pedidos de tratamento médico para cuidar do problema congênito no coração de Maryam foram repetidamente recusados. Para protestar contra os maus-tratos, ela fez greve de fome. Em dado momento, chegou a receber o direito de sair para se tratar, mas sempre foi obrigada a voltar antes do tratamento terminar. Por essas saídas, seis semanas foram adicionadas à sentença.As condições da prisão deixaram traumas na cristã e a levaram à depressão, além de terem piorado sua doença cardíaca, o que pode ter consequências irreversíveis. A Portas Abertas acompanhou Maryam desde sua prisão e noticiou agreve de fome e a delicada situação de saúde da cristã.

A Anistia Internacional se referiu ao caso de Maryam como um ato cruel do governo iraniano, por negar cuidados médicos. Mansour Borji, da Article 18 – organização que defende os cristãos perseguidos no Irã – declarou ao site World Watch Monitorque a “prisão injusta, apesar dos problemas de saúde, é uma clara evidência da falta de respeito pela liberdade religiosa no Irã”.  

Nos últimos meses, dezenas de cristãos – a maioria convertidos do islamismo – foram sentenciados a longos períodos de prisão, alguns chegando a dez anos ou mais. Isso fez com que alguns desses prisioneiros também fizessem greve de fome. Recentemente, Amin Afshar Naderi, condenado a 15 anos de prisão, foi solto sob fiança depois de passar três semanas sem comer. Continue orando pelos cristãos iranianos presos. Peça também pela recuperação física e psicológica de Maryam. Que ela tenha um recomeço de paz.

Fonte: Portas Abertas

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