Líderes religiosos continuam lutando pela paz

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

17 de outubro de 2015.

 

Um dos três principais líderes religiosos da República Centro Africana que ganhou reconhecimento mundial por seus esforços por acabar com os conflitos do país, sofreu uma tentativa de assassinato, em Bangui. O ocorrido foi apenas algumas semanas antes do anúncio de um referendo sobre as eleições de outubro, destinadas a colocar um fim ao governo de transição. O presidente interino sugeriu o cancelamento das eleições.

O presidente da Aliança Evangélica no país, Nicolas Guerekoyame-Gbangou, também foi alvo de um ataque aparentemente desencadeado pela morte de um jovem muçulmano, motorista de moto táxi. Seu corpo foi encontrado no sábado, no 5º distrito, que é predominantemente cristão, e em seguida foi levado para uma mesquita, que antes era conhecida como reduto do grupo rebelde Seleka. O responsável pela morte do jovem ainda não foi encontrado.

No mesmo sábado, houve uma revolta por parte dos jovens muçulmanos e eles dispararam tiros de armas pesadas por todos os lados, invadindo e destruindo propriedades. Foram até a casa de Nicolas, e exigiram que a família deixasse a propriedade, ameaçando matar seu filho mais velho, roubaram vários itens valiosos e depois atearam fogo na casa. Antes de deixar o bairro, mataram duas pessoas.

A inquietação religiosa acontece desde 2013, ocasião em que o Seleka tomou o poder. O país estava tentando reconciliação entre os superiores muçulmanos e cristãos, o que deu a eles um prêmio da paz, no último mês de agosto. Agora, o cenário é de várias igrejas cristãs incendiadas, muita violência, cerca de 500 presos fugiram da prisão central de Bangui e os compromissos de paz foram prejudicados. "Todo acordo tem seu preço e nós pedimos aos líderes que continuem negociando com calma, o governo precisa desarmar as milícias e restaurar as forças nacionais para proteger o país", disse um dos embaixadores da paz.

 

Fonte: Portas Abertas.

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