Liberdade religiosa ameaçada em um a cada cinco países do mundo

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

22 de novembro de 2018.

Perseguições ou discriminação por motivos religiosos foram observadas em um em cada cinco países do mundo entre 2016 e 2018, afirma uma organização católica em um relatório publicado nesta quinta-feira (22).

Entre junho de 2016 e junho de 2018, a organização Aide à l'Eglise en détresse (AED) contabilizou perseguições religiosas em 21 países, incluindo Indonésia, Nigéria e China, e discriminações religiosas em 17, como a Rússia, a Turquia e a Argélia, o que equivale a um em cinco países do mundo.

"Há uma banalização das violações da liberdade religiosa (...) em meio a uma indiferença quase geral" da comunidade internacional, lamentou Marc Fromager, diretor desta fundação, em uma coletiva de imprensa em Paris.

Em 18 destes 38 países, "a situação piorou", "especialmente em dois dos países mais populosos do mundo, China e Índia", acrescentou a organização católica.

A situação também é preocupante em Mianmar, onde as autoridades são acusadas de realizar uma limpeza étnica contra os rohingyas.

A organização denuncia "campanhas de ódio" planejadas por nacionalistas budistas contra essa minoria muçulmana e aponta que a perspectiva é "sombria".

Mas a principal mudança vista nos últimos dois anos é o surgimento de um "ultranacionalismo agressivo", disse Marc Fromager.

"Há um aumento das ameaças à liberdade religiosa por parte dos atores estatais".

"Esta hostilidade contra minorias se agravou, a ponto de poder qualificar o fenômeno do ultranacionalismo agressivo", acrescentou o funcionário, que citou como exemplo a demolição de igrejas na China ou a proibição da minoria uigur de jejuar durante o Ramadã.

Fundada em 1947 - durante a época do bloqueio soviético ateu - a AED é uma fundação internacional de direito pontifício, que examina a situação de grupos religiosos em 196 países a cada dois anos graças às informações fornecidas por uma série de jornalistas independentes.

Fonte: AFP

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