“Meu futuro era segurar uma arma”

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

03 de setembro de 2018.

Como uma criança na Colômbia, Abraham* sonhava em estudar, trabalhar e ajudar sua família. Mas esse sonho era impossível em uma região onde crianças são forçadas a carregar armas e matar. Felizmente, com Deus nada é impossível. A história da perseguição de Abraham e sua família começa em 2008, quando seu pai, Rutilio*, encontrou a Jesus por meio de um grupo de missionários que, em meio a um intenso conflito armado, decidiu entrar nas florestas colombianas para evangelizar grupos indígenas. Embora, em teoria, a lei promova liberdade religiosa, em grande parte das comunidades indígenas, o cristianismo é penalizado com expulsões, desapropriação e trabalho forçado.

Após sua conversão, Rutilio foi forçado a renunciar sua fé e quando se recusou a fazê-lo, foi obrigado a fazer trabalhos forçados para toda a comunidade. Esses fatores fizeram com que Abraham fosse enviado secretamente ao centro para crianças da Portas Abertas, em 2010. Na região em que cresceu, crianças entre 10 e 14 anos são sequestradas por grupos armados ilegais e forçadas a enfrentar todo tipo de assédio, violência sexual a tortura física e psicológica, para torná-los capazes de matar e morrer. Abraham explica que “os grupos armados forçam as famílias a enviar um ou dois filhos para a guerra. As que não enviam correm o risco de ser mortas. Eu estava em uma lista da guerrilha para ser recrutado. Meu futuro era segurar uma arma”.

O processo de adaptação de Abraham não foi fácil. Entretanto, em um ambiente de ensinos bíblicos, da companhia de outras crianças e do cuidado de tutores e professores cristãos, encontrou um lugar onde podia se sentir seguro. Ele se tornou um grande músico, aprendendo a tocar guitarra, baixo, piano e bateria. O garoto cujo futuro era segurar uma arma hoje segura uma guitarra e canta louvores a Deus. Quando terminou o ensino médio, ganhou uma bolsa de estudos internacional na universidade. Agora, com 18 anos, ele quer ser capaz de dar suporte e desenvolvimento à sua comunidade.

Devido à bolsa de estudos, Abraham continua vivendo no centro. Mesmo com a universidade, ele acorda às 5h para cuidar dos animais do centro e, no final da tarde, ensina crianças mais jovens sobre o trabalho e responsabilidades da fazenda. Abraham sabe que Deus está sempre com ele, assim como os parceiros da Portas Abertas. A todas essas pessoas, ele tem uma mensagem: “É uma honra que você ore por minha vida. Vocês são presentes de Deus. Suas orações são um gesto de amor do Senhor”.

Inspire crianças
Você pode ajudar crianças indígenas da América Latina, como Abraham, a sonharem com um futuro melhor. Com a sua doação, os gastos mensais da educação de uma criança em risco serão supridas.

*Nomes alterados por segurança.

Fonte: Portas Abertas

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