“Eu não vejo futuro para mim como mulher cristã no Paquistão”

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

16 de abril de 2015.

O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, prometeu dar direitos iguais para pessoas de todas as religiões em um discurso no fim de semana de Páscoa. Em contrapartida às promessas, uma jovem vive a realidade de perseguição por ser cristã no Paquistão

Nawaz Sharif disse: “Meu governo está empenhado em proteger os direitos fundamentais, a segurança, a honra, a vida e os bens de todas as comunidades minoritárias". Ele acrescentou que as minorias têm “direitos iguais e proteção” pela constituição do Paquistão. 

Em paralelo à declaração do primeiro-ministro, em um relatório sobre a comunidade cristã ainda de luto após os atentados suicidas de março em Lahore, que deixaram cerca de 15 mortos (leia aqui), a BBC entrevistou uma mulher que não pode ver seu futuro em um Paquistão onde os cristãos são alvo de extremistas, “abandonados pelo seu próprio governo e vulneráveis a frequentes acusações de blasfêmia”.

"Eu não vejo nenhum futuro para mim como uma mulher cristã no Paquistão. Eu realmente amo o meu país e quero fazer parte de sua prosperidade e crescimento, mas eu não acho que vai ser possível", disse Sataesh Samuel, de 21 anos.

Fonte: Portas Abertas.

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