Kosovo tenta esconder destruição de igrejas ortodoxas

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

07 de novembro de 2015.

 

Uma conta no Instagram com as fotos de locais de culto cristão em Kosovo destruídos pela população de maioria muçulmana albanesa da região foi deletada pela administração do site, que explicou que um grupo de usuários tinha publicado "imagens perturbadoras".

Na esperança de evitar que o Kosovo de se torne membro da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), ativistas estudantis de origem sérvia no Estado autoproclamado criaram uma conta no Instagram chamada "Não à adesão do Kosovo à UNESCO". Lá eles postaram fotos de mosteiros, igrejas e cemitérios destruídos após os muçulmanos de etnia albanesa terem obtido a independência na sequência dos bombardeios da OTAN. O Instagram respondeu através do bloqueio da conta e do seu "conteúdo perturbador". 

"Nos disseram que estávamos postando imagens perturbadoras mas nós simplesmente postámos a verdade – igrejas, mosteiros e outros lugares santos sérvios incendiados, a destruição de monumentos, túmulos, e assim por diante", disse Nemanja Bisevac, um dos administradores da conta, aos jornalistas.

Jovan Aleksic, outro administrador da conta e ativista do grupo de protesto Estudantes Pela Verdade (Studenti za Istinu), disse à Sputnik que ele acredita que a página no Instagram foi suspensa após uma denúncia "daqueles que estão empurrando o chamado Estado de Kosovo para à UNESCO", apontando para a administração albanesa da região separatista.

"Enviámos cartas com fotos e vídeos anexados que provam a destruição do patrimônio cultural sérvio no Kosovo… aos representantes de todos os 195 estados-membros da UNESCO. Temos realizado um grande protesto em Sremska Mitrovica [cidade sérvia no norte do Kosovo] contra o chamado Kosovo se tornar membro da UNESCO ", disse Aleksic.

Além disso, os Estudantes Pela Verdade produziram vídeos em sérvio, inglês e árabe, mostrando a aniquilação quase total do patrimônio religioso e cultural sérvio do Kosovo.

Há uma petição on-line apoiando o caso.

Os membros do órgão cultural da ONU deverão votar a adesão de Kosovo à organização em 9 de novembro.

Kosovo declarou independência da Sérvia em fevereiro de 2008; Belgrado ainda considera que sete território é parte da Sérvia. A admissão do Kosovo à UNESCO requer o apoio de dois terços dos 195 membros, 111 dos quais já reconheceram a independência do Kosovo.

Darko Tanaskovic, embaixador da Sérvia na UNESCO, disse à Sputnik anteriormente que a ideologia da "Grande Albânia" defende a destruição dos restos da cultura sérvia e a criação de uma cultura kosovar que se apropriará tudo no seu território. 

Mais de 100 igrejas ortodoxas sérvias foram destruídos em Kosovo entre 1999 e 2004, enquanto o território separatista foi administrado pelas Nações Unidas.

A lista do Patrimônio Mundial inclui 802 monumentos culturais. Os únicos monumentos listados em Kosovo são uma série de mosteiros e uma igreja que, em sua maioria, datam do Império Bizantino. Em julho de 2006, o Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO incluiu os monumentos medievais em Kosovo na sua Lista de Perigo, citando "dificuldades na sua gestão e conservação decorrente da instabilidade política da região."

Fonte: Sputnik.

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