Irã: Mãe iraniana prepara sua filha para a perseguição religiosa

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

08 de maio de 2016.

No Dia das Mães, conheça a história da pequena Lily* e de sua mãe. "Ela sabia que um dia o governo nos tiraria dela, então nós sempre a alertamos: Quando eles vierem para levar papai e mamãe, não se preocupe, apenas ore"

Ser preso por sua fé é uma coisa, mas preparar um filho para essa prisão que pode acontecer em qualquer momento é outra coisa bem diferente. É sobre essa experiência que uma mãe iraniana compartilha através de seus relatos à Portas Abertas. "Eu sabia que chegaria o dia em que eu e meu marido seríamos levados por eles. Embora todos à nossa volta pensassem que eu era uma simples dona de casa, eu era uma agente de Cristo em tempo integral, trabalhando para o ministério. Mais cedo ou mais tarde as autoridades descobririam, porque o governo iraniano é muito astuto", diz a cristã. O Irã é o 9º país na

Classificação da Perseguição Religiosa deste ano, as reuniões e cultos são monitorados constantemente pela polícia secreta.

A preparação
A cristã iraniana conta como preparou sua filha, desde muito pequena, para compreender a realidade da perseguição. "Quando nossa filha ainda estava na escola primária, já começamos a prepará-la para isso. Lily sabia que um dia o governo nos tiraria dela, nós sempre a alertamos: ‘Quando eles vierem para levar papai e mamãe, não se preocupe, apenas ore’. Ela sabia que a Bíblia diz que é normal a perseguição aos seguidores de Jesus. Então, numa manhã de inverno, quando Lily estava na escola, eles tocaram a campainha, invadiram nosso apartamento e vasculharam tudo. Levaram-nos para a prisão e no caminho só pensávamos em nossa filha, que só tinha 12 anos de idade na ocasião", conta ela e continua.

"Eu sabia que ela estava preparada e que ficaria em oração. Também sabia que ela procuraria um amigo que prometeu cuidar dela quando isso acontecesse. Depois de alguns dias, fiquei sabendo que a primeira pergunta que ela fez a ele foi: ‘Você pode tirar meus pais da prisão?’. Ele então a confortou e mostrou quanta gente já estava em oração por nós. Na prisão, eu e meu marido fomos separados. Eles deram a mim o direito de ver Lily quatro vezes por semana. Fui interrogada diariamente, até que encontraram meu ponto fraco: minha filhinha. Eu disse tudo a meu respeito mas me recusei a dar nomes das pessoas que estavam envolvidas na mesma atividade cristã que eu. Então eles disseram: ‘Ok, enquanto não disser os nomes não verá mais sua filha’. Eu só conseguia chorar e pensar em como ela seria consolada sem ouvir minha voz", lembra.

Descansando em Deus 
A cristã conta que naquela noite fria ela não conseguiu dormir. "Enquanto eu orava, sentia um vento quente em meu rosto e uma voz suave disse: ‘Tome posse disso’. A cada sopro daquele vento meu corpo se enchia de alegria, então eu tive que me levantar e comecei a dançar e a louvar ao Senhor, durante aquela noite inteira. Eu dancei na presença de Deus até o amanhecer. Foi quando tive forças para entregar minha filha aos cuidados dele. Depois eu soube que nessa mesma noite todos os irmãos estavam reunidos e orando por nós. E ainda hoje, todas as vezes que me lembro dessa noite especial, eu sinto a mesma alegria. Então, o tempo de prisão passou e nós pudemos voltar para casa para abraçar a nossa Lily, que afirmou ter crescido muito em sua fé, por causa dessa experiência. Por isso tudo eu digo, vale a pena orar e confiar no Senhor, ele cuida de cada um de nós. Sou grata por servir a esse Deus tão maravilhoso", conclui.

*Nome alterado por motivos de segurança.

 

Fonte: Portas Abertas.

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