Irã: Cristãos escrevem cartas sobre suas experiências com Deus

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

04 de setembro de 2015.

 

Queridos irmãos e irmãs,
Meu nome é Shahab. Hoje eu quero compartilhar com vocês sobre uma experiência que tive, assim que me tornei um cristão. Três anos atrás, ao finalizar o serviço militar obrigatório, consegui meu primeiro emprego e, um dia, eu estava em casa assistindo TV, quando um canal cristão chamou a minha atenção. Havia um pastor comparando o islamismo com o cristianismo. Eu não era um muçulmano radical, mas eu tinha certeza de que o islã era a melhor religião do mundo. De acordo com o que aprendi, a Bíblia tinha sido distorcida pelos chamados cristãos e o islamismo era a única opção.

Mas o pastor da TV estava criticando o islã e isso me deixou muito irritado. Mais tarde, pensando nas palavras dele, eu me dei conta de que ele dizia a verdade, então decidi pesquisar sobre aquelas contradições e continuei a assistir aos programas cristãos. Eu acreditava totalmente no islã e nunca imaginei que me converteria. Eu também tinha medo do que as pessoas poderiam pensar de mim, em especial minha família e meus amigos. Certo dia, aquele pastor pregou sobre Pilatos. O sermão foi sobre a morte de Jesus. Ele explicou que aquele prefeito da Província Romana da Judeia, havia dado ordem para matar Jesus, somente para ver as pessoas satisfeitas. Então, Pilatos preferiu a satisfação das pessoas, e não se importou com a satisfação de Deus. Quando ele disse isso, eu me senti um verdadeiro “Pilatos”. Foi quando tive a mente aberta, e decidi não cometer mais o erro de Pilatos, para fazer a vontade de Deus.

Assim, depois de vários meses de conflito interno, eu passei a acreditar em Cristo, comecei a me relacionar com outros crentes, conheci também alguns irmãos pela internet. Logo, passei a postar conteúdos cristãos em meu perfil. Todos os dias eu me comunicava com os novos irmãos online, e embora se tratasse de amizades virtuais, confesso que através delas vi um grande efeito na minha fé e isto me fez muito bem. Até no trabalho eu me sentia ansioso para que a noite chegasse logo e eu pudesse estudar mais um pouco da Palavra de Deus, com meus novos amigos.

Até que um dia, recebi uma mensagem de texto que dizia o seguinte: “Você deve comparecer ao Centro Policial de Segurança Pública”. De início, não achei que era nada importante, mas em poucos dias, um dos meus amigos do Facebook foi preso. Eu fique tão assustado, que não sabia o que fazer. Se eu não me apresentasse à polícia, eles conseguiriam o meu endereço e viriam me prender, então me apresentei, sem saber o que me aconteceria. E passei a orar constantemente um versículo que estava em meu coração, o Salmo 118.6: “O Senhor está comigo, não temerei. O que me podem fazer os homens?”. Eu já estava preparado para as possíveis perguntas. Ao chegar lá, um homem vestido de civil me levou com ele e questionou sobre os meus comentários no Facebook. Ele perguntou: “Por que você escreve coisas enganosas no seu perfil?” Depois perguntou sobre meus amigos cristãos e eu expliquei que os conhecia apenas virtualmente, que não sabia muito sobre eles. Fui repreendido, tive que assinar uma advertência e fui liberado em seguida. Ao chegar em casa, agradeci a Deus por não permitir minha prisão, e confesso que depois disso, tenho receio de postar conteúdo cristão no meu Facebook, mas meu coração permanece em Deus”.

Shahab

Fonte: Portas Abertas.

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