Igreja sudanesa se posiciona diante de transição política

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

27 de maio de 2019.

Sudão atravessa um momento de instabilidade que impacta toda a sua população. Mais de um mês após a destituição do então presidente Omar al-Bashir, o país tem enfrentado divergências sobre a nova presidência e a composição do Conselho Soberano que deverá garantir a transição política. Nesse contexto, diversos ataques e mortes de civis e militares têm sido registrados pela imprensa internacional.

Apesar do cenário, os colaboradores da Portas Abertas no país informaram que nas atuais circunstâncias a igreja sudanesa está bem. “Até agora, durante a revolução e tumultos, não houve ataques direcionados contra os irmãos. No entanto, a atmosfera continua tensa, complicando as viagens e dificultando o trabalho da igreja”, destacaram os colaboradores.

Mas por que a igreja no Sudão corre risco? Porque há líderes muçulmanos que querem, juntamente com a mudança de governo, implementar a sharia (lei islâmica) como lei oficial no país. Embora a maioria dos muçulmanos sudaneses esteja, aparentemente, mais interessada na plena implementação da democracia do que na oficialização da sharia, há uma pressão crescente sobre os negociadores para incorporar a sharia nessa transição, e isso é preocupante para a igreja.

Dessa forma, líderes e membros cristãos estão comprometidos em continuar engajados no processo político. Pastores e o Conselho de Igrejas do Sudão foram abordados pelo órgão de transição para dar sua contribuição às emendas constitucionais. Além das exigências do público comum, a igreja solicitou:

  1. que igrejas e cristãos tenham liberdade religiosa e o direito de se reunir para cultuar;
  2. que as propriedades das igrejas confiscadas nos últimos anos sejam devolvidas e que a administração da propriedade seja feita pela própria igreja;
  3. que os professores cristãos sejam empregados pelo Ministério da Educação ou tenham oportunidades iguais de serem empregados em qualquer escola pública;
  4. que haja um cristão para representá-los no Ministério de Assuntos Religiosos, para defender seus direitos e questões concernentes à igreja.

Pedidos de oração:

  • Peça que Deus intervenha na situação do Sudão e que ele conceda bons líderes para o seu povo.
  • Interceda para que a atual mudança política resulte em tratamento igual aos cristãos como cidadãos sudaneses em todas as esferas da vida, incluindo justiça, educação e política. Ore especialmente para que os cristãos tenham representação em nível nacional (Parlamento).
  • Peça que a revolução não seja liderada por extremistas islâmicos, mas que a justiça e a paz prevaleçam para o povo do Sudão.
  • Agradeça ao Senhor pelo envolvimento da igreja neste processo de transição. Ore por sabedoria e coragem contínuas enquanto realizam esse trabalho.

Fonte: Reuters

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