Igreja é perseguida também no Chile

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

27 de dezembro de 2017.

 

Na região de Araucanía, ao sul da capital Santiago, no Chile, 27 igrejas foram queimadas nos últimos anos. Os ataques foram realizados pelo grupo radical indígena Weichan Auka Mapu. O grupo supostamente defende os direitos dos mapuches, uma tribo ancestral que vivia no país antes da colonização espanhola. Mas hoje os mapuches são formados por 87% de cristãos, entre católicos e protestantes.

Vinte igrejas (12 católicas e 8 protestantes) foram queimadas entre 2015 e 2016 e outras sete, em 2017. Muitas delas serviam também como escolas e abrigos para pessoas deslocadas devido a desastres e eram frequentadas pelos próprios mapuches. Juan Mella, presidente do conselho de pastores da região e pastor de uma igreja queimada em julho, lembra claramente o momento em que sua igreja de madeira foi reduzida a cinzas. Ela havia sido construída 15 anos atrás com dinheiro levantado pelos próprios fiéis.

O caso que se tornou mais notório, quando homens mascarados invadiram o culto de domingo de uma igreja e a incendiaram, foi o único que levou a prisões até agora. Quatro homens foram detidos e estão sendo investigados por possível ligação com o Weichan Auca Mapu, que exige a libertação de prisioneiros mapuches e reivindicou a autoria dos ataques. Eles deixaram uma mensagem escrita na igreja: “Cristianismo, cúmplice da repressão do povo mapuche”.

Em setembro, mais quatro igrejas foram queimadas e outras congregações, ameaçadas. Isso levou a polícia a colocar guardas nas duas igrejas da região. Luis Torres, o advogado de acusação dos quatro detidos, diz: “Além dos ataques, há os panfletos que eles deixam com suas exigências e justificativas do comportamento”. Devido à pressão da advogada de defesa, Pamela Nahuelcheo, o governo decidiu em outubro que os homens seriam acusados apenas por incêndio e não por terrorismo. Desde então já houve duas audiências.

O conselho de pastores de Araucanía publicou uma nota, dizendo: “É responsabilidade do Estado garantir que eventos como esses não aconteçam novamente, assegurando que justiça seja feita aos responsáveis, assim como protegendo as vítimas e garantindo que a igreja seja reconstruída”. Ore pelos cristãos perseguidos do Chile que tiveram suas igrejas destruídas. Clame por sabedoria para os pastores, líderes cristãos e advogados e para que a justiça de Deus se manifeste.

Fonte: Portas Abertas

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