Igreja doméstica uigur se expande na Ásia Central

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

15 de abril de 2019.

Recentemente, uma equipe da Portas Abertas se encontrou com vários cristãos da etnia uigur na Ásia Central. O povo uigur é de origem turcomena e habita principalmente na Ásia Central. Na atualidade, os uigures vivem principalmente na região autônoma chinesa de Xinjiang, no extremo oeste do país, que é o lar de cerca de 11 milhões de uigures. Há, também, grandes comunidades uigures no Paquistão, Cazaquistão, Quirguistão, Mongólia, Uzbequistão e Turquia.

Os uigures são uma das 55 etnias oficialmente reconhecidas pela República Popular da China. Eles são muito abertos ao evangelho e os cristãos abrem o coração, casa e igrejas domésticas ao seu povo. Na cultura uigur, tudo se dá através da hospitalidade e amizade. E é por causa disso que vemos um movimento crescente de igrejas domésticas uigures.

Os líderes dessas igrejas domésticas nos pedem para orar por eles, mas o primeiro ponto é gratidão pela existência de igrejas domésticas entre eles. Outro motivo de louvor a Deus é a forma simples e pura com que os cristãos uigures compartilham o evangelho com seu povo.

Mas eles precisam que oremos por proteção, para que Deus guarde cada uma dessas igrejas domésticas. Além disso, devemos nos lembrar dos uigures que estão sofrendo em Xinjiang, nos campos de reeducação da China. Os líderes de igrejas domésticas afirmam: “Estamos prontos para receber nossos irmãos e irmãs de Xinjiang. Nos preocupamos muito com eles”. Os uigures são muçulmanos em sua maioria.

Segundo a denúncia da ONU em agosto de 2018, pelo menos um milhão de uigures foram levados para campos de reeducação pelas autoridades da China. O governo chinês admitiu que alguns uigures passaram por programas de reeducação, depois de terem sido classificados como extremistas, mas garantiu que os direitos a suas crenças e liberdade, bem como a sua identidade étnica, foram preservados, como informa o site O Globo.

Fonte: Portas Abertas

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