Igreja centro-africana media acordo de paz

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

21 de junho de 2017.

 

No dia 19 de junho, o governo da República Centro-Africana assinou um acordo com 13 dos 14 grupos armados do país. O objetivo é acabar com os conflitos étnicos e religiosos que já tiraram a vida de milhares de pessoas. O acordo, que foi mediado por um grupo cristão e assinado em terras estrangeiras, solicita o fim imediato das hostilidades e reconhece os resultados das eleições presidenciais do ano passado.

O país foi tomado pela violência a partir de 2013, quando rebeldes do grupo extremista Seleka, formado principalmente por muçulmanos, ganharam poder. Isso provocou represálias das milícias anti-Balaka, cujos ativistas são principalmente animistas. Em apenas duas semanas, em maio deste ano, a luta entre milícias tirou a vida de cerca de 300 pessoas e deslocou outros 100 mil. Cerca de 2,2 milhões de pessoas, por volta da metade da população, precisa de ajuda humanitária, de acordo com as Nações Unidas.

Assinando o acordo de paz, as partes se comprometeram a "restaurar a autoridade do estado em todo o território nacional", em troca de representação nos processos políticos do país. "O governo compromete-se a garantir que os grupos estejam representados em todos os níveis", diz o acordo que também reconheceu os grupos armados "como parte dos esforços de reconstrução" destinados a estabilizar o país.

Parfait Onanga-Anyanga, chefe da missão da ONU na República Centro-Africana (chamada de MINUSCA), recebe com esperança esse importante passo para a paz. "A prioridade é o fim imediato das hostilidades para acabar com o sofrimento da população", disse ele em uma rede social.

Porém, a desconfiança permanece. No passado, outros acordos assinados não trouxeram paz duradoura no país, incluindo o Acordo de Paz de Brazzaville de julho de 2014, e o Fórum Nacional de Bangui de maio de 2016. "Eles assinaram esse novo documento no contexto da imensa violência no leste do país", disse Lewis Mudge, pesquisador africano da Human Rights Watch. "Para mim, é um primeiro passo", complementa. Interceda pela igreja centro-africana.

Fonte: Portas Abertas

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