Grupos radicais islâmicos dominam várias cidades na RCA

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

24 de agosto de 2015.

 

Daud* é de Bambari, uma importante cidade comercial que fica no sul da província de Ouaka, umas das 14 prefeituras da República Centro-Africana. Nos últimos cinquenta anos, os habitantes cristãos e muçulmanos conheceram um tempo de paz, realizavam trabalhos em conjunto, alugavam as casas uns dos outros, e mantinham os mesmos ramos comerciais sem conflitos. Mas logo após a chegada do grupo radical islâmico conhecido por Seleka, em janeiro de 2013, a situação mudou bastante.

Os muçulmanos locais passaram a colaborar nos assassinatos de cristãos, entre os mais diversos crimes violentos, como saquear suas casas, estuprar suas mulheres e destruir seus negócios. Todos os homens muçulmanos que se recusaram a participar dos crimes foram recrutados à força. Os cristãos passaram a viver um tempo de profunda tristeza, já que a maioria perdeu seus amigos e familiares de forma desumana.

Como resultado, a cidade de Bambari se dividiu, uma metade é composta por muçulmanos protegidos pelo Seleka e a outra metade de não-muçulmanos, predominantemente cristãos. A situação piorou ainda mais depois que outro grupo de radicais violentos, conhecidos como anti-Balaka, atacaram Bangui, a capital do país, em 2013. O anti-Balaka queria se vingar dos não-muçulmanos de Bambari. Até os cristãos que conseguiram fugir para a Catedral Católica St. Joseph, que servia de refúgio para a população cristã, foram atacados no caminho. Uma granada foi lançada contra eles, o que ocasionou a morte de 87 cristãos.

Hoje, as igrejas no oeste de Bambari, ainda realizam cultos, mas aquelas que estavam em áreas controladas pelo Seleka, já se encontram sem atividades. Mesmo onde as igrejas ainda estão abertas, há poucos frequentadores, porque os cristãos temem por suas vidas e sabem que não podem contar com a segurança da ONU. Como todos os demais centro-africanos, a vida de Daud foi virada de cabeça para baixo, tanto pela crise vivida no país, quanto pela conversão do islamismo para o cristianismo. Daud é perseguido pela própria família, e alguns dos seus familiares foram mortos por causa dele, que é considerado um traidor pelo islamismo. Daud só está vivo porque foi protegido pela igreja.

*Nome alterado por motivos de segurança.

Fonte: Portas Abertas.

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