Governo tunisiano rejeita a política islâmica

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

29 de junho de 2016.

 

A notícia favorece os cristãos, principalmente os que vivem nas áreas rurais, que enfrentam uma perseguição religiosa mais intensa

Os cristãos tunisianos têm enfrentado a violência cada vez mais intensa do Estado Islâmico (EI) que, em 2015, invadiu até mesmo um hotel na cidade de Sousse, atirando em turistas e deixando 55 mortos. Recentemente, a imprensa local relatou outro incidente em que quatro agentes de segurança morreram no Sul do país, em um ataque suicida. O exército local entrou em guerra com os soldados extremistas, matando dois supostos militantes e prendendo outros 16, em um esforço para conter a violência atual. A população continua em estado de alerta, impedida de sair às ruas no período das 8h da noite às 5h da manhã.

A liderança tunisiana espera que os Estados Unidos ajudem a conter os extremistas islâmicos e assim diminuir a ação deles em diversas regiões. Até agora, sabe-se que os americanos já colaboraram com aviões, jipes e equipamentos de comunicação para ajudar o exército a proteger a fronteira da Tunísia com a Líbia. Embora os extremistas estejam em ação, o governo não compactua com os planos deles. O partido Ennahda da Tunísia distanciou-se oficialmente do islamismo político para assumir uma identidade secular, declarando valorizar a neutralidade religiosa, através de programas mais práticos, humanitários e mais compatíveis com uma democracia tolerante e moderna. 

A notícia favorece os cristãos, principalmente os que vivem nas áreas rurais, que enfrentam uma perseguição religiosa mais intensa. Se a Tunísia realmente caminhar para ser uma nação secular, ao menos politicamente, a pressão sobre a igreja no país poderá diminuir. Relatórios da Portas Abertas apontam que o número de cristãos no país esteja em torno de 30 mil, entre tunisianos e estrangeiros. Em suas orações, interceda por eles.

Fonte: Portas Abertas.

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