Fulanis atacam aldeias cristãs indiscriminadamente

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

12 de fevereiro de 2018.

Recentemente publicamos sobre novos ataques de fulanis a aldeias cristãs na Nigéria. Acredita-se que os ataques tenham sido motivados pela disputa de vacas roubadas. Em 25 de janeiro, Mallam Nuru Abdullah, presidente da MACBAN, uma associação de pastores de cabras fulani, disse em uma declaração à imprensa que alguns de seus membros perderam 350 vacas e 54 ovelhas em Ganawuri (no município de Riyom) e Rafiki (no município de Bassa). Ele alegou que o gado pode ter sido roubado pelos nativos da área. Abdullah também ameaçou vingança se o gado não fosse recuperado.

Dois dias depois, a MACBAN emitiu outra declaração, observando que algumas vacas haviam sido recuperadas vivas, enquanto outras foram encontradas mortas. Em resposta, a Associação de Desenvolvimento de Irigwe (IDA), composta por agricultores locais, negou o conhecimento do gado perdido, acrescentando que seu pessoal não tem interesse no gado, pois sua ocupação é a agricultura. O secretário de publicidade da IDA, Ive Gulu, descreveu a afirmação da MACBAN como uma estratégia para encontrar um motivo para realizar seu “plano sinistro” de atacar a comunidade de novo. Ele alertou as agências de segurança, avisando de um ataque iminente.

Tentativa de pacificação falha

No dia 26 de janeiro, os fulanis fizeram um ataque noturno às aldeias de Rafiki e Jebbu-Miango, matando pelo menos 12 pessoas e queimando mais de 20 casas. Antes disso, duas pessoas que estavam retornando de um local de mineração também foram mortas.

No dia seguinte, o Comissário de Polícia do Estado, Undie Adie, convocou rapidamente uma reunião das partes interessadas, incluindo líderes comunitários, tradicionais, religiosos e juvenis, representantes de agricultores e de pastores de cabras. Ele os convocou com o intuito de “evitar a violência, abraçar a paz e esquecer o passado”.

Mas os jovens de Irigwe disseram que os fulanis haviam matado seus parentes e, por isso, deveriam ficar longe de suas comunidades por algum tempo para permitir que eles velassem seus mortos. Os fulanis, que inicialmente discordaram, finalmente concordaram.

Sem intervenção do governo, ataques continuam

Mas na noite que se seguiu à reunião, no dia 28 de janeiro, eles voltaram a atacar. Mataram várias pessoas nas aldeias de Tafi Gani, Ariri e Nzhweego, queimando mais casas e a safra dos aldeões, e também destruindo mais de 7 km de fazendas de vegetais. Nos dias seguintes, os ataques continuaram, com várias pessoas mortas em Kpala e outras aldeias, incluindo mulheres que retornavam da feira em Jos.

Peter Ahile, o membro que representa o distrito eleitoral de Irigwe na Assembleia Estadual, acrescentou: “Como legislador, só posso falar. O governador, como chefe de segurança do estado, é aquele que pode impor a segurança. Ele deveria sair e dirigir-se às pessoas do estado. Eu não tenho o aparelho de segurança. Apenas pedimos ao governo que tome medidas, porque é responsabilidade do governo proteger vidas e propriedades”.

Fonte: Portas Abertas

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