Fim do Ramadã: um tempo de boas oportunidades

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

04 de junho de 2019.

Hoje chega ao fim mais um Ramadã. Após um mês jejuando diariamente, muçulmanos de todo o mundo celebram a ocasião com grandes banquetes em que convidam vizinhos e amigos para compartilhar o fitar (desjejum). O encerramento do Ramadã é um dia de feriado nacional nos países islâmicos, correspondente ao Natal para os cristãos. Para muitos cristãos que vivem em contexto de maioria islâmica, o Ramadã representa uma oportunidade de alcançar seus vizinhos com a verdade do evangelho.

Durante o Ramadã, do nascer ao pôr do sol, os milhões de muçulmanos espalhados por todo o mundo se abstêm de comer, beber, fumar e ter relações sexuais. Muitos deles oram e leem o Alcorão com mais frequência durante esse período. O Ramadã, 9º mês do calendário islâmico, marca a primeira revelação do Alcorão para o profeta Maomé. Por isso, foi estabelecido como o mês do jejum muçulmano. Como será para os cristãos que vivem nesse contexto? Cristãos do Catar, Kuwait, Omã e Sudeste Asiático expressam como respondem ao Ramadã.

Oportunidade de expressar amor

Na opinião de um cristão de Omã, o mês de Ramadã e o festival de encerramento são “uma grande oportunidade de se engajar com muçulmanos”. No final do Ramadã, muitos muçulmanos convidam seus vizinhos para celebrar o feriado com eles. “Isso nos dá a oportunidade de compartilhar o amor de Deus com eles. Nós enviamos cartões de saudações aos nossos amigos muçulmanos com passagens bíblicas”, diz o cristão de Omã.

Oportunidade de cultuar e interceder

No Catar, o horário de trabalho é alterado por lei no mês de Ramadã – todos trabalham somente até as 14h. “Essa é a lei e para nós é uma bênção, pois nos dá tempo de organizar cultos extras na igreja e reuniões de adoração. Temos mais tempo para orar e buscar a presença de Deus do que nos dias normais de trabalho”, diz um cristão local.

No Kuwait, enquanto os muçulmanos jejuam e oram durante o Ramadã, os cristãos organizam atividades de jejum e oração a Jesus. Um pastor de uma igreja formada por migrantes no país diz: “Organizamos encontros de oração todos os dias. E algumas vezes também jejuamos. Às vezes, dirigimos até a fronteira com a Arábia Saudita e Iraque para proclamar o nome do Senhor e sua proteção sobre esses países”.

Oportunidade de jejuar com a motivação correta

Um cristão ex-muçulmano do Sudeste Asiático também compartilhou conosco por que ele ainda jejua durante o Ramadã. Ele conta que quando era muçulmano, jejuava para obter pahala(mérito espiritual). Ele explica: “Eu precisava de muitos pahala para que no dia do juízo, quando Alá pesasse minhas obras, minha recompensa pesasse mais que meus pecados e eu pudesse entrar no paraíso. Mas mesmo assim eu não poderia ter certeza de que Alá aceitava minhas recompensas ou que elas ultrapassariam meus pecados. Isso sempre está na cabeça de muitos muçulmanos, mas nunca temos permissão para questionar”.

Agora, como cristão, ele tem certeza de que seus pecados foram lavados pelo sangue de Jesus. Por que ele continua jejuando? “Agora eu jejuo para aprofundar meu relacionamento com Jesus e para conhecê-lo melhor. Jejuo em oração para que Deus salve outros muçulmanos que ainda estão tentando agradar a Deus. Agora jejuo para que os muçulmanos descubram a alegria abundante de conhecer a Cristo como eu experimentei”, testemunha.

Pedidos de oração

  • Ore pelas conversas entre cristãos e muçulmanos durante os banquetes de encerramento do Ramadã, para que os cristãos tenham oportunidade de falar de Jesus.
  • Interceda para que a Igreja Perseguida seja despertada para exercer seu papel de ser a expressão do amor de Deus para os muçulmanos.
  • Clame para que muçulmanos continuem tendo sonhos e visões com Jesus.

Fonte: Portas Abertas

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