Filho e neto de líder cristão morrem durante confronto

Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

18 de maio de 2017.

 

Nicolas Grekoyame Gbangouon tem lutado pela paz, mas agora é alvo da violência de extremistas muçulmanos que atuam no país

Recentemente, mais um ataque violento contra os cristãos ocorreu na República Centro-Africana, envolvendo o filho mais novo e o neto de um dos principais líderes religiosos do país, Nicolas Grekoyame Gbangouon (foto), que é presidente da Aliança Evangélica. Ele chegou a ser preso em agosto de 2013, mas foi liberado no mesmo dia. Ainda em 2013, houve uma inquietação religiosa, quando o grupo extremista Seleka tomou o poder. Era um momento de tentativa de reconciliação entre os superiores muçulmanos e a comunidade cristã, ocasião em que rendeu até mesmo um prêmio da paz.

Nicolas foi reconhecido por seus esforços, recebendo o Prêmio "Sergio Vieira de Mello de 2015", que é atribuído às pessoas ou instituições que propiciam reconciliação dos povos divididos por conflitos. O nome do prêmio leva o nome de um brasileiro que foi funcionário da ONU durante 34 anos e que atingiu o alto escalão na organização, considerado um dos mais importantes funcionários da entidade e que morreu em Bagdá, em um atentado contra a sede local da ONU. Mas depois das negociações de paz, o cenário que se deu foi bem diferente.

Após pouco tempo, igrejas foram incendiadas, houve muitas agressões contra cristãos, centenas de presos fugiram da prisão central de Bangui e os acordos de paz foram prejudicados. Os líderes continuaram negociando. Um dos embaixadores da paz chegou a dizer que era necessário que "o governo desarmasse as milícias e restaurasse as forças nacionais". No ano passado, Nicolas foi alvo de outros ataques, inclusive em sua própria casa, onde foi ameaçado por jovens muçulmanos armados.

Agora começou uma nova onda de violência. Além disso, Nicolas também perdeu uma filha por problemas cardíacos relacionados ao estresse que a guerra civil causou desde que começou. Nesta semana, o líder cristão Dieudonné Nzapalainga, tentava negociar a paz, em Bangassou, quando houve uma grande confusão e ele foi baleado. Houve confrontos também durante o fim de semana, em Alindao. "Muitos morreram e os corpos ainda estão pelas ruas, casas foram saqueadas e queimadas. As pessoas estão fugindo para as igrejas e para a base local da ONU. Nesse incidente estavam o filho e o neto do pastor Nicolas", concluiu um dos colaboradores da Portas Abertas.

Fonte: Portas Abertas

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