“Eu quero que a verdade venha à tona. Eu amo a Turquia”, diz Brunson

"Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

30 de abril de 2018.

 

No dia 16 de abril deste ano, depois de 23 anos de ministério na Turquia, o pastor da Igreja da Ressurreição, em Esmirna, estava prestes a ser julgado por suposta colaboração com os dois piores inimigos do país. O primeiro, a rede FETO da autoridade religiosa muçulmana Fethullah Gülen, acusada de planejar o golpe fracassado contra o governo nacional em 2016. O segundo, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que trava uma insurgência armada de décadas contra o governo turco.

Brunson havia sido preso, sem acusações formais, em 7 de outubro de 2016. Muitas manchetes apareceram na mídia turca, chamando-o desde “pastor terrorista” a “espião da CIA”, nem seu advogado conhecia as acusações contra seu cliente. Somente quando sua acusação foi finalmente liberada, seis semanas antes de seu julgamento, Brunson soube que estava sendo acusado formalmente de terrorismo e espionagem, cujas penas combinadas seriam de 35 anos.

Então, em 16 de abril, o pastor protestante americano Andrew Brunson ficou perante a Segunda Corte Criminal de Esmirna, a terceira maior cidade da Turquia, na costa do mar Egeu.

Quando ele entrou no tribunal, podia ver uma dúzia de diplomatas norte-americanos que acompanhavam visitantes da capital americana e o embaixador dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional, Sam Brownback, e o senador da Carolina do Norte, Thom Tillis. Só mais tarde ele soube que nenhum intérprete inglês tinha sido disponibilizado para eles, para poder acompanhar as 12 horas de sessão em turco. Ao longe, Brunson avistou sua esposa e acenou a ela.

As acusações contra ele foram lidas: 1) Envolvimento em atividades “missionárias” sob o “pretexto” de prestar ajuda humanitária aos refugiados sírios que chegam à Turquia; 2) Relações e ministério com curdos “conhecidos” por terem altas conexões dentro do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e com a Organização Terrorista Fethullah Gülen (FETO) e 3) Atividades destinadas a desestabilizar a Turquia, apoiando a rede criminosa FETO.

A DEFESA DE BRUNSON

Nas seis horas seguintes, Brunson defendeu-se em turco fluente, refutando uma após a outra as múltiplas acusações feitas contra ele. “Eu rejeito todas as acusações. Eu sou um seguidor de Jesus Cristo. Meu propósito aqui na Turquia é falar às pessoas sobre Jesus e ajudar a discipular aqueles que acreditam nele. Eu não estive envolvido em nenhuma atividade ilegal”, iniciou o pastor.

Cerca de 65% das alegações de acusação foram baseadas no testemunho verbal de testemunhas na maior parte anônimas. Brunson justificou que algumas das alegações são mentiras descaradas sem nenhum fragmento de evidência, outras, ele explicou que foram baseadas em desinformação religiosa séria ou em suposições de seus acusadores.

“Eu quero que a verdade venha à tona. Eu nunca fiz nada contra a Turquia. Eu amo a Turquia. Eu tenho orado pela por esse país há 25 anos”, repetiu ele várias vezes durante sua defesa. Já o advogado do cristão, Ismail Cem Halavurt, deixou uma pergunta à promotoria: “Por que, depois de 16 meses para preparar a acusação contra Andrew Brunson, vocês só conseguiram encontrar testemunhas anônimas, mas nenhuma evidência tangível?”.

Pedidos de Oração

  • Ore para que a verdade venha à tona e o pastor Brunson possa retornar à sua família e comunidade em breve.
  • Peça a Deus por consolo, paciência e perseverança na fé para a família e advogado de Brunson, para que possam estar calmos durante todo o processo.
  • Interceda pelos cristãos perseguidos na Turquia, para que sejam resilientes e saibam que, apesar das dificuldades, Deus é soberano em todas as situações.

Fonte: Portas Abertas

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