“Eu posso morrer aqui, mas sei para onde vou”

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9

06 de outubro de 2015.

 

Na última sexta-feira (2), cerca de cem cristãos, maioria mulheres, se reuniram na Igreja Aliança Cristã e Missionária do Aeroporto para adorar a Deus e clamar pela Igreja Perseguida. A cristã norte-coreana Hea-Woo, que saiu há cinco anos da prisão, compartilhou parte de suas experiências com Deus. Ela começou dizendo o quanto que se sente emocionada pela forma como os brasileiros e, principalmente as mulheres, adoram ao Senhor. Compartilhou que na Coreia do Norte as mulheres são as que mais sofrem, além de serem maltratadas e perseguidas. Mas, ela crê que chegará um dia em que as mulheres da Coreia do Norte celebrarão da mesma maneira que as brasileiras. Ela também reforçou a força da mulher e disse: “Senhoras, agradeçam a Deus por terem nascido mulheres. Vocês lembram que Jesus também pediu emprestado a barriga de uma mulher para vir a esse mundo?!”

O encontro foi preenchido com muita emoção. A cada experiência contada pela cristã perseguida no país mais resistente ao evangelho, era possível observar como os ouvintes eram tocados. Para embasar seu testemunho, ela leu Salmos 119.71: “Foi bom para mim ter sido castigado, para que aprendesse os teus decretos”. Ela compartilhou: “Deus me proporcionou graça através do sofrimento. Eu creio que o sofrimento é um dos meios para recebermos graça. Quero testemunhar dessa graça. Eu sou da terceira geração cristã a começar pela minha vó. Quando eu tinha seis anos de idade, eu via minha mãe segurando um colar com uma cruz. Então, ela me repreendeu dizendo para eu não contar para ninguém o que eu havia visto. Minha mãe balbuciava palavras enquanto trabalhava, como se estivesse falando sozinha, e isso se repetia todos os dias. Depois de um certo tempo, eu comecei a entender que aquele balbuciar na cozinha, todos os dias, era na verdade uma oração.

Ela também partilhou sobre seu esposo que cresceu não podendo falar de Jesus, mas que quando fugiu para China se tornou um líder de louvor. Ele acabou sendo descoberto e preso. Quando Hea-Woo teve a oportunidade de vê-lo, ela disse que não o reconheceu de tão machucado que ele estava. Porém, mesmo em meio a esse cenário, ele dizia: “Eu posso morrer aqui, mas eu sei para onde vou”. Aquele foi o último contato entre eles. Seu esposo infelizmente acabou morrendo. Ela viveu muitos milagres e contou que não entendia muito bem algumas passagens, como a da transformação da água em vinho, mas que depois de um tempo, viveu essa situação semelhante em uma festa, onde teve que fazer uma bebida caseira e pode contemplar o sobrenatural do Senhor e presenciar aquele milagre, o qual ela não entendia muito bem. Quando ela fugiu do campo de trabalhos forçados, também foi a realização de um milagre, já que a cerca que sempre estava ligada e matava muitas pessoas que tentavam fugir, estava desligada naquele momento.

“Deus realizou tantos milagres na minha vida que agora quero ser a trombeta do Senhor e terminar a obra que meu esposo começou. Onde eu pôr a planta dos meus pés, que assim que finque a bandeira de Cristo. A minha oração nesse momento é que, através de vocês, aconteça um grande avivamento nesse país.” Ela terminou cantando com as irmãs o hino Porque Ele Vive, que entoava enquanto estava presa. Para finalizar o encontro, as pastoras presentes oraram pela Hea-Woo e os pastores pelo pastor tradutor. Sem dúvida, foi uma tarde de muita reflexão sobre o que temos feito com a nossa liberdade em seguir a Cristo e poder falar do seu amor abertamente. Não deixe de comparecer na próxima Tarde de Oração. Deus tem feito maravilhas e impactados seus servos. Acompanhe a agenda.

Fonte: Portas Abertas.

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